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Carrossel da vida

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Filipe Miguel

A vida é um carrossel!
O carrossel está sempre a girar, não para de girar. Por vezes pode parecer que gira mais depressa e noutras vezes mais devagar, mas o seu ritmo é sempre o mesmo. O carrossel não para, o tempo não para!
Por vezes é complicado subir nele ou descer dele. O nosso estado é que dificulta a subida ou a descida dele. Não devemos estar tristes ou melancólicos. Temos de aceitar as agonias da vida de forma a crescer e aprender. Mas ficar de fora só a olhar e observar não tem a magia dos sabores e dissabores da vida, das voltas do carrossel. De sentir aquela brisa na cara em dias de sol ou em dias de chuva.
A imprevisibilidade de cada volta, a magia que se forma em volta dela torna tudo único, mágico e verdadeiro.
A caminhada da vida é um autêntico carrossel que…

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10 coisas para fazer na Ilha do Faial, nos Açores

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Ilha do Faial pertence ao Grupo Central do Arquipélago dos Açores, sendo a sua única cidade a Horta. É conhecida como a Ilha Azul e é onde está localizado o Parlamento Açoriano.

O Porto da Horta é também conhecido pelo seu marco importante na ligação de entreposto nas ligações marítimas e aéreas (hidroaviões) e também por cabo submarino no Atlântico Norte. Um local de escala de vários iates nas suas travessias entre o continente americano e a Europa.

Quando escolhemos um destino de férias, como a Ilha do Faial, existem algumas sugestões de locais a visitar, pontos de interesse e actividades que poderá fazer durante a sua estadia e que podem marcar a diferença das suas férias na Ilha Azul.

#1 Observar o fundo do mar através de um barco com fundo de vidro

Ocean Eye - Azores

Certamente esta é uma maneira diferente de ficar a conhecer os fundos marinhos do Faial. Será possível, através de um barco com fundo de vidro observar aquilo que nos rodeia no fundo do mar, no conforto de um barco. Esta oferta está disponível através da Ocean Eye que durante uma hora e meia, com o acompanhamento de biólogos marinhos poderá observar a vida animal, flora oceânica e geologia marinha.

Haverá ainda espaço para passagens em grutas costeiras e, dependendo da disposição meteorológica, um mergulho em pleno oceano atlântico.

#2 Apreciar o famoso gin do Peter Café Sport

Peter Café Sport - Faial, Açores

Peter Café Sport é um marco na história da Ilha do Faial, era aqui que noutros tempos marinheiros comiam a sua refeição quente após meses no mar e, não esquecendo, o gin tónico. Neste espaço encontrará em todo o seu interior várias decorações deixadas pelos velejadores de todo o mundo que por aqui passam, sendo um ponto de encontro e um local com imensas recordações.

#3 Nadar com tubarões

Nadar com tubarões - Ilha do Faial, Açores

Uma aventura desafiante será certamente nadar lado a lado com tubarões durante as férias. Neste caso será com tubarões azuis e rinquins, que são espécies inofensivas ao homem. O mergulho com tubarões é uma atividade prestada pela empresa Norberto Diver, sendo uma atividade em crescimento e que tem vindo a atrair vários turistas.

Para poder participar nesta atividade deverá ter licença de mergulho e seguir as regras impostas pela organização. É proibido tocar nos animais. Caso não se sinta confiante e ou intimidado durante o mergulho, o guia ensina-lhe algumas dicas de como se sentir mais seguro.

#4 Passear de Jipe, BTT ou KartCross

Passeio de Jipe - Ilha do Faial - Açores

Nada como adicionar um pouco de adrenalina na sua visita pela Ilha do Faial, através de um passeio de Jipe todo o terreno, passando pelos locais mais emblemáticos da ilha como é o exemplo do Porto Comprido, a Praia do Almoxarife, as piscinas do Varadouro e também a praia da Fajã ou o antigo Porto Baleeiro do Salão.

Já em contacto direto com a natureza na opção de bicicleta BTT poderá percorrer o circuito oficial de BTT no Parque Florestal do Capelo. Tem ainda a opção de adaptar o seu passeio de bicicleta. Muitos turistas escolhem o percurso da Caldeira aos Capelinhos.

Passeio de KartKross - Ilha do Faial - Açores

Ainda com contacto direto com a natureza e também com alguma adrenalina à mistura poderá ser também o passeio de KartKross.

Estes três serviços podem ser facilmente adquiridos à empresa Casas d’Ávilas.

#5 Conhecer o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos e a sua história

Foi em 1957 que teve início a última erupção histórica na Ilha do Faial nos Capelinhos. Este acontecimento fez com que a ilha aumentasse dois quilómetros de território, tendo destruído por completo as povoações limítrofes. Este é assim o período histórico da Ilha do Faial que poderá ficar a conhecer no Centro Interpretação do Vulcão dos Capelinhos que foi inaugurado em 2008. Este é um dos museus mais visitados em todo o arquipélago.

Neste espaço poderá reviver de forma interativa os fenómenos que levaram à formação do Arquipélago dos Açores.

Poderá também visitar o Centro de Interpretação Marinha onde poderá desfrutar, por exemplo, de uma viagem virtual pelos ambientes costeiros e oceânicos dos Açores.

#6 Trilhos Pedestres

Nada como conhecer uma ilha através dos seus fantásticos trilhos pedestres e no caso da Ilha do Faial existem excelentes escolhas. Poderá atravessar a ilha a pé, através do Trilho Costa a Costa  onde irá passar por vários cones vulcânicos, crateras, furnas e algares. Locais sem dúvida misteriosos e característicos das belas paisagens vulcânicas dos Açores. Poderá ainda consultar a lista de trilhos pedestres existentes e devidamente identificados no site Trilhos dos Açores.

#7 Ver e ouvir baleias

Embora a caça à baleia seja proibida no Faial a tradição baleeira mantém-se vida, através dos seus velhos postos de vigia – espalhados por toda a ilha – os olhos mantêm-se atentos, na procura de baleias em pleno Oceano Atlântico. Uma procura não para as caçar, como foi durante vários séculos, mas para as localizar e conseguir levar-lhe até ao local onde se encontram, para as ver e ouvir, claro.

Ao todo podem ser avistadas cerca de 27 espécies de cetáceos nos Açores (1/3 total das existentes). Pode consultar as empresas disponíveis e mais informações sobre a Observação de Cetácios no site Vizit Azores.

#8 Descer à caldeira

Descida da Caldeira - FaialA caldeira encontra-se a mais de mil metro de altitude e impressiona pela sua dimensão. Esta enorme cratera, formada há mais de 500 mil anos, tem dois quilómetros de diâmetro e cerca de 500 metros de profundidade, entrou em erupção pela última vez há 1200 anos.

descida da caldeira não é de visita livre, sendo que deverá fazer uma marcação prévia do seu passeio, sendo necessária igualmente a presença de um guia credenciado. São efetuadas até 3 descidas por dia, com um máximo de 12 pessoas por visita. Para este passeio poderá contactar igualmente a Casa D’Ávilas.

#9 Visitar a praia Porto Pim

Praia de Porto Pim - Faial

Esta é uma baía de origem vulcânica e é a principal área balnear da ilha. Encontra-se junto ao Monte da Guia e do Queimado, sendo uma praia paradisíaca de areia fina negra e com águas bastante calmas. Excelente para quem desejar banhar-se em pleno mar com a presença de muito poucas ou quase nenhumas ondas.

#10 Provar e apreciar infusão caseira assim como uma refeição de peixe no Genuíno

Na “A Casa”, localizada em pleno centro histórico da Horta, poderá apreciar as mais diversas infusões de ervas aromáticas, como no pão, bolos caseiros ou em cocktails. Aproveite para experimentar o gin com xarope de lima caseiro, ananás e sálvia.

Visitar a Ilha do Faial torna-se obrigatório que prove uma refeição de peixe. Sugerimos-lhe uma visita ao Restaurante Genuíno. O seu dono, Genuíno Madruga, é um  antigo pescador e velejador conhecido que por duas vezes deu a volta ao mundo. Peixe fresco e escolhido por quem conhece, como ninguém, o mar dos Açores.

Estas são apenas 10 das várias atividades que poderá desfrutar da sua estadia na Ilha do Faial. Reserve a sua viagem e estadia e venha à descoberta da Ilha Azul com os seus amigos e familiares.

Filipe Miguel

Fonte:

ByAçores

A noite estrelada – Van Gogh — Falando às paredes

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A noite tem mais cores e contornos do que o dia quando observada atentamente.

Van Gogh percebeu isso ao retratar tão maravilhosamente uma paisagem noturna, dentro da estética do Impressionismo.

O pintor não teve o reconhecimento pretendido em vida, mas desde a descoberta de suas obras pelos renomados analistas de arte até os dias atuais, Vincent Van Gogh é alvo de admiração.

Algo intrigante em relação ao trabalho de Van Gogh é que, talvez, a admiração que ele desperta, quando analisada à fundo, além de fruto da genialidade ímpar da qual era dotado, pode estar relacionada à sua triste trajetória.

Não é incomum sentir-se injustiçado ao ponto de acreditar num mundo em desconcerto. Mundo este tão injusto ao ponto de enaltecer pessoas claramente ruins e ignorar pessoas boas. E não seria esse o caso de Van Gogh?

Um pintor de talento nato injustiçado ao ponto de não ter reconhecimento durante a vida. Um pintor que sofreu com a solidão ao ponto de pintar apenas as suas botas e a paisagem de seu quarto. O pintor que arrancou a própria orelha num momento de cólera.

Não seríamos todos um pouco parecidos com Van Gogh? A análise dessas injustiças faz parte de cada um de nós, em maior ou menor grau. Todos somos vítimas inegáveis de questões nas quais parece que o senso de justiça nos abandonou e ninguém percebeu. E ninguém nos defendeu. E ninguém se importou. E, por isso, morremos solitários ao ponto de pintar nossas próprias botas. Mesmo que em sentido figurado.

Van Gogh não viveu para presenciar a própria arte despontando reconhecida por artistas e leigos. Talvez seja nossa responsabilidade relembrar ao mundo esse triste episódio e fazer justiça a Vincent Van Gogh, a quem todos nós nos assemelhamos em algum momento de nossas vidas. Temos um pouco de Van Gogh dentro de cada um de nós.

Que todos vivamos a ponto de sermos reconhecidos pelo que de bom fizemos à humanidade. E se assim não for, que, pelo menos em algum momento, o fruto de nossas ações ecoe pela eternidade.

Não nos esqueçamos de Van Gogh. Não nos esqueçamos do quão bom podemos ser, mesmo que ninguém perceba. Que saibamos reconhecer nossas virtudes mesmo quando o mundo insistir em ignorá-las. Afinal, as virtudes são nossas e esse reconhecimento precisa partir de nós.

Que mais podemos esperar desse mundo do que deixar um bom legado que permanecerá além do curto tempo de nossas breves vidas?

Van Gogh, por isso, é um vencedor. Ele é quem fez com que víssemos a noite a partir de seus olhos de artista. A noite nunca mais foi a mesma depois da existência de Vincent Van Gogh. Não haveria legado maior.

 

O mais belo destino para visitar em 2018

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Se pensares em viajar para Gênova ou Pisa,  é possível conhecer o Parque Nacional Cinque Terre em um dia! Muita gente não sabe disso.

Aix-en-Provence e Marseille (que são cidades vizinhas) ficam a 400km de Gênova, capital da região da Ligúria. Cinque Terre fica a 80 km da capital liguriana e que seria possível fazer o passeio.

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Trajeto entre Gênova e o Parque Nacional de Cinque Terre

 

Gênova é uma cidade que lembra muito Marseille: Ambas são bastante históricas, grande centros portuários, em zonas industriais e com pessoas do mundo todo.

Além disso há alguns fatores culturais interessantes: é a cidade natal de Cristovão Colombo, cidade onde Marco Polo ficou preso por algum tempo e onde escreveu/ditou seu livro e… a cidade europeia com o maior número de motos por habitante.

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Estacionamento em Gênova

 

Além desta incrível  informação cultural sobre as motos, Gênova é bastante conhecida pelo seu grande aquário, o primeiro em variedade de espécies de toda a Europa, com 12.000 animais. Está muito bem localizado, no Porto Antigo, bem no centro da cidade.

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Acquario di Genova

Site do Acquario di Genova

Além disso, cada uma das 20 regiões da Itália é “especializada” em determinados tipo de massas, molhos e outros pratos. Isso também pesou na decisão de escolher a Velha Gênova, que é a terra do pesto, do ravioli e da focaccia por excelência.

Cinque Terre

Sem dúvidas este é um lugar lindo. São cinco pequenos povoados de pescadores onde o meio de transporte mais utilizado é o barco. Praticamente cada morador desses cinco povoados tem o seu barco.

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É proibido entrar no local de carro ou de moto, apenas os veículos do Parque são autorizados. Não há farmácias ou mercados, apenas alguns restaurantes – poucos e à preço super turístico. Por falar em turistas, claro, tem gente do mundo todo e em alguns lugares não se dá nem para andar facilmente. É como visitar a Torre Eiffel.

Se pretendes fazer a visita em só um dia, saiba que existe o Cinque Terre pass que custa 16€ para visitar os 5 villages. Esse valor é o valor do comboio mais alguns outros benefícios, como wifi durante a visita e a possibilidade de fazer o trajeto pela famosa Sentiero Azzurro, um trilho com uma vista pitoresca que liga as cinco cidades em 12 km. Não esqueça que a entrada do Parque é gratuita.

 

Quando chegamos nos villages de comboio, saímos da plataforma que dá para um túnel de entrada nesse mundo mágico de casinhas antigas coloridas, velhinhos locais e muito mas muito turistas. Há várias ruazinhas e becos onde se perder, algumas lojinhas de souvenirs e de produtos típicos da região. O ponto alto dessa romaria é quando se chega finalmente próximo ao mar, um mar meio turquesa, meio transparente onde as pessoas perdem uns momentos ali enaltecidos com tanta beleza.

Por ali há também uns bancos de pedra, com vista para o Mar de Levanto, onde as pessoas param, sentam, fazem seus lanches e fotografam. É um ótimo lugar pra assistir ao pôr-do-sol.

Além da visita no village, os seus arredores também são abertos para visitação. Essas colinas que cercam os cinque terre são compostas de vinhas produtoras de vinhos branco e de vinhos licorosos, e pequenas hortas onde os locais plantam limões, maçãs, tomates e outras coisas para consumo próprio (lembrando que não existem mercados). Uma caminhada na colina é uma parte essencial da visita, não se apresse por ali e tenha uma visão global de Manarola. É uma locação maravilhosa, digna de Senhor dos Anéis ou Game of Thrones.

Site do Parque em inglês com infos sobre o Cinque Terre Pass

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Essa casa amarela é um dos(poucos) hotéis de Manarola: o Ca’ D’Andrean

Quando visitar?

Eu evitaria ir durante os meses de julho e agosto no sentido que os villages todos estarão lotados. Mas por outro lado também é uma boa época para aproveitar o mar e tomar um sol.

Durante março à Junho e de Setembro à Novembro acredito ser a melhor época por causa do clima e por ser baixa temporada.

Onde se hospedar?

Há alguns (poucos hotéis) e Airbnb nessas  cidades. Aqui podemos ver que a faixa de preço pra um hotel em Manarola é de a partir de 60€ a diária (quarto para 2 à 3 pessoas).

Já com o Airbnb a opção mais econômica (uma vez que este é um blog com informações de viagem ao estilo da autora, portanto low-cost, eu apresento especialmente as informações pra esse tipo de viagem) é de ficar na cidade de Levanto, uma cidade com praia a 13 km de Monterosso, o primeiro village do Parque. Você pode alugar um apartamento inteiro por lá para até 4 pessoas por 45€ a noite ou ficar em um hostel por aproximadamente 20€ em quarto compartilhado (aproveite e veja aqui como trabalhar em hostels perto de Cinque Terre).

Há opções para acampar na região também. Mais informações aqui 

Como chegar aos Cinque Terre?

de comboio: http://www.trenitalia.com/ – comboio sentido a cidade de La Spezia p/ ida e de Gênova na volta. Há uma baldeação na cidade de Levanto. Não se esqueça de validar o seu ticket em uma das máquinas próximas das plataformas.  média de 20€ ida e volta

de carro: não é uma opção muito aconselhada já que as estradas que levam até lá são bastante estreiras e com curvas. O pior é pra estacionar: Não há estacionamento.

de boleia: de boleia fica mais fácil já que a pessoa vai apenas te deixar nos arredores dos villages. http://www.blablacar.it – média de  15€ ida e volta (não se esqueça de sempre optar por motoristas com referências, esse site é bastante conhecido na Europa).

 

Espero que estas dicas possam ajudar a planear a vossa visita ou incluir este destino imperdível na vossa viagem pela Itália.

Feliz 2018!