A Boa Hora

Coletivo Visceralistas

Respira, solta, deixa a onda da dor te levar. Não resista, vai passar. Era o que dizia Doris, enfermeira e amiga que me acompanhou nas horas mais difíceis do nascimento dos meus filhos. Sem saber, me ensinou a praticar esse exercício de aceitar a dor e o desconhecido também em outros momentos complicados. Fazendo o tradicional balanço de fim de ano me lembrei dessa experiência e do quanto esse período de vida, condensado no ano-calendário de 365 dias, pode ser como um longo e doloroso trabalho de parto.

Somos todos parideiros. Parimos filhos, ideias, projetos, fracassos, perdas, experiências boas e ruins. Toda forma de parto tem o seu quantum de sofrimento e risco. Parir é estabelecer uma relação com a dor. Viver também. É rasgar-se, virar do avesso, para então expandir a própria vida de uma forma diferente. É parindo que vivemos a mais radical experiência de estranhamento e, paradoxalmente…

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