Se não for amor, eu cegue!

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Uma Petra

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Eu queria ver o que não servia antes de nos juntarmos. Eu não desejei, nem por um cadinho, me cegar para os bons momentos que poderiam surgir. Nem quis fazer surpresa para o meu coração. Que boba! Mas eu notei que você queria dançar, e  pensei “é mais fácil dançar quando se erra junto, e a gente ri, e ri mais um pouco”.

Por isso, meu bem, eu te digo: se não for amor, eu cegue!

Eu cegue para o teu sorriso, que é teu, mas tu me destes quando olhou para mim pela primeira vez, e desde lá, do nosso olhar, toda vez que você mostra os dentes, sinto minha alma voar.

Cegue para o imprevisível, como quando tu tocaste em mim, pela primeira vez, sem intenção alguma se não para manter-me no teu abraço, aninhado, verdadeiro, cheiroso, festeiro…

Eu não quero ver, eu me recuso, torno o desuso…

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