PORTUGAL É CAMPEÃO DA EUROPA DE FUTSAL!

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Portugal é campeão europeu de futsal pela primeira vez depois de vencer a Espanha no prolongamento por 3-2.

Portugal conquistou pela primeira vez o título de campeão europeu de futsal em Ljubljana, ao vencer a Espanha por 3-2 após prolongamento na final do Europeu, com um golo de Bruno Coelho de livre direto.

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Ricardinho logo no primeiro minuto deu vantagem à equipa das “quinas”, reforçando o estatuto de melhor marcador em fases finais com o seu 22.º golo, Tolrá aos 19 minutos e Lin aos 32, assinaram os tentos da seleção espanhola, mas Bruno Coelho aos 39 empatou.

No prolongamento, Bruno Coelho “bisou” na conversão de um livre direto no último minuto assegurando o primeiro título de Portugal, que tinha como melhor desempenho na prova o segundo lugar em 2010, quando perdeu o jogo decisivo frente à Espanha por 4-2 na Hungria.

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Todos nós temos um pequeno vazio

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Filipe Miguel

A insustentável leveza do ser humano, é eternamente insatisfeito.
Somos seres humanos, não somos perfeitos, nem é suposto sermos!
Tem coisas nesta vida que nos fazem pensar e também chegar a uma conclusão que nem tudo tem que fazer sentido.
Às vezes a vida põem-nos à prova e nem sempre tomamos as decisões mais certas, às vezes por medo, outras vezes porque nos acomodamos e quando olhamos para trás já passou e perdemos a oportunidade por não termos agido e perdemos o que podia ser o melhor das nossas vidas. Às vezes a vida não nos dá uma segunda oportunidade.
A falta de coragem faz-nos perder momentos e oportunidades que podem ser únicas! O que custa é dar o primeiro passo, depois disso tudo pode acontecer, mas a falta coragem para dar esse passo… falta de coragem e medo.
Um dia de cada vez, porque se é mesmo para ser…

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Universidades medievais

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Com o colapso da civilização clássica, entre os séculos IV e VII, seguiu-se um período de declínio das instituições de ensino; as mais famosas escolas do mundo helênico foram devastadas pelas invasões árabes – seu mais triste expoente é a destruição da Biblioteca de Alexandria; tanto pelas guerras como pela negligência das autoridades – e o ocidente teve seu progresso arruinado pelas invasões germânicas e escandinavas. Contudo, preservados e multiplicados pelos monges, os mais preciosos escritos da antiguidade foram disseminados pela Europa Cristã. Na Baixa Idade Média, entre os séculos XII e XV, houve um forte movimento cultural, que colocou em causa o domínio intelectual que a igreja Católica detinha sobre as pessoas. De certa forma, essa efervescência cultural do período foi decorrente da criação de universidades em alguns centros urbanos.

As primeiras universidades europeias, as antigas províncias do império romano trilharam rumo ao seu legado através das universidades de Bolonha (1088) Parma (1117), Paris (1150), Oxford (1167), Modena (1175), Cambridge (1209), Salamanque (1218), Pádua 1222, Nápoles (1224), Toulouse (1229), Coimbra (±1288), Lisboa (1290), Alcalá (±1293), Avinhão (1303), entre outras muitas.
Para cursar o nível superior nestas universidades era necessário o domínio do trivium e do quadrivium, oferecido pelas mesmas instituições. No primeiro aprendia-se a Lógica, a Gramática e a Retórica, artes relacionadas à mente e à linguagem. No segundo ensinava-se a Aritmética (teoria do número), a Música (aplicação do número), a Geometria (teoria do espaço) e a Astronomia (aplicação do espaço); artes relacionadas ao mundo material. Cria-se que o domínio do intelecto e sua relação com a matéria era o requisito básico para um curso superior. Conta-se que, dentro destas universidades, havia grande entusiasmo pelo conhecimento e pelo passado clássico; de diligência e genuíno interesse pelo saber e pela verdade – valores que põem em dúvida a fidedignidade do termo “Idade das Trevas”.

O incentivo à formação destas universidades também provinha da necessidade de se formar novos profissionais, tanto para preparar o clero como para as funções públicas, incentivando a formação de especialistas em Direito, ou mesmo em funções de auxílio ao crescimento das novas formas de atividade econômica surgidas com o renascimento comercial.
Mas a perda do domínio religioso foi paulatina, pois à Igreja não interessava perder o monopólio sobre o conhecimento produzido, o que a levou a tomar uma decisão no Concílio de Latrão, em 1179, de ser a fonte de emissão da concessão da licença docente (licencia docendi) aos que se mostrassem capazes de executar tal função. Além disso, as universidades mantinham uma característica do período, relacionada ao corporativismo, preservando alguns direitos como autonomia frente a poderes como os eclesiásticos, comunais ou monárquicos, tendo ainda isenção de impostos e a dispensa de participação nos serviços militares de seus membros.

O método de ensino era baseado na leitura (lectio) e interpretação de textos, seguida de debates (disputatio) sobre os temas estudados. Nas universidades ainda se mantinham a divisão do conhecimento em sete artes, criadas durante o período carolíngio, divididas no trivium (gramática, retórica e lógica) e no quadrivium (aritmética, geografia, astronomia e música).
O contato com as culturas bizantina e greco-romana foram importantes ao desenvolvimento dos temas estudados, principalmente: o direito, auxiliando na normatização de regras de funcionamento do Estado, que aos poucos saíam do âmbito pessoal; na filosofia, com a escolástica e os esforços de unir a teologia cristã com o pensamento aristotélico; e na medicina, deixando de ser a depreciada arte mecânica, ou mesmo uma prática pagã, para ganhar aceitação científica, contribuindo para o conhecimento do corpo humano, principalmente com a utilização dos estudos de anatomia e dissecação de corpos.

As universidades serviram ainda como campo de conquista do conhecimento da burguesia, que vinha se fortalecendo. Os conhecimentos ensinados nestes locais eram de suma importância para o desenvolvimento das atividades econômicas burguesas, o que levou esta classe social a lutar contra o monopólio do conhecimento detido pela Igreja.

Filipe Miguel

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