Uma Viagem no Comboio Histórico do Douro

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Faça uma viagem no tempo e entre a bordo do Comboio Histórico do Douro para percorrer uma paisagem que é Património Mundial da UNESCO.

Todos os anos, por altura do verão, a viagem entre Régua e Tua torna-se num momento especial a bordo do Comboio Histórico do Douro.

Uma velha locomotiva a vapor, de 1925, leva a reboque cinco carruagens históricas com inúmeros turistas e curiosos que procuram saber como é atravessar as belas paisagens do Douro Vinhateiro utilizando um meio de locomoção à antiga.

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A partida faz-se da estação da Régua, por volta das 15h20. Mas mesmo antes, os passageiros, ansiosos, reúnem-se em torno do velho comboio que começa a aquecer a máquina. O carvão já não existe, uma vez que foi adaptada para diesel. Mas as múltiplas manetes no interior da cabine do maquinista levam a crer que a função não era fácil quando estas máquinas dominavam as linhas férreas.

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A animação começa logo ali, na plataforma. Entre os passageiros que fazem pose junto do maquinista, passando pelas escadas de acesso às carruagens ou pelas janelas, começa a ouvir-se o arrufe do tambor, o som da concertina e os cantares tradicionais do grupo de homens e mulheres que nos vai acompanhar na viagem.

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Atualmente a Linha do Douro é um ex-líbris turístico de Portugal
A linha do Douro foi uma das obras-primas da engenharia portuguesa do século XIX, fazendo chegar o comboio e com ele o progresso, a regiões que até então estavam isoladas do resto do mundo e que tinham como únicas ligações, ou estradas péssimas, ou a periclitante navegação pelo Douro. Começou a ser construída em 1875 e, três anos depois, já havia serviço até ao Juncal, nos arredores de Marco de Canaveses. Em 1879, o primeiro comboio chegava à Régua e, um ano mais tarde, ao Pinhão. Mais oito anos e ficava operacional a linha até Barca d’Alva e, com ela, uma das primeiras ligações ferroviárias internacionais, via Salamanca, actualmente inexistente.

O comboio histórico percorre o troço compreendido entre a Régua e o Tua, com retorno à estação de origem. É um dos mais bonitos trajetos da Linha do Douro, podendo ser vivido e sentido de uma forma especial a bordo de uma composição histórica, seja pelo ambiente de época, seja pelo andamento tranquilo que permite apreciar de forma calma todos os pormenores da paisagem.

Atualmente a Linha do Douro é um ex-líbris turístico do país, pela magnífica paisagem em que se inscreve e pelo legado histórico que representa, tendo como verdadeira relíquia o Comboio Histórico. Capaz de nos transportar ao charme do passado, ora lembrando as viagens em 1ª classe dos grandes negociantes de então, ora imaginando os muitos viajantes de carruagens de 3ª classe com bancos de madeira onde o conforto era substituído pela alegre camaradagem e partilha das merendas que se levavam para aguentar as horas de viagem.

Linha do Douro é um ex-líbris turístico de Portugal

Todos a bordo do Comboio Histórico do Douro
Os altifalantes da estação anunciam a partida, ao mesmo tempo que se ouve um apito, seguido de um grande aviso sonoro que sai da locomotiva. Todos a bordo, inicia-se a viagem.

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O grupo de animação começa desde logo a cantar. Duas músicas por cada uma das cinco carruagens até chegar à primeira paragem: a estação do Pinhão.

Os passageiros, excitados com a viagem, dividem as atenções entre os simpáticos cantores e as vistas incríveis que vão surgindo à medida que o comboio avança pela linha que acompanha o Douro.

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Muita história carregam aqueles carris. A Linha do Douro é considerada “uma das obras-primas da engenharia ferroviária portuguesa do século XIX”, fazendo com que o comboio e com ele o progresso chegasse a várias regiões até então isoladas do resto do mundo.

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Os bancos das carruagens não primam pelo conforto, tal como não o faziam quando aquele meio de transporte estava em plena atividade.

Mas, a verdade é que os passageiros do Comboio Histórico do Douro não param sossegados nos seus lugares, espreitando por diferentes janelas e metendo conversa aqui e ali. Sempre de máquina fotográfica em punho.

E porque estamos a atravessar uma das regiões mais afamadas de vinho em Portugal, eis que surgem membros da equipa que acompanha a viagem a servir um cálice de Vinho do Porto.

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Não se dá pelo tempo a passar quando o comboio começa a abrandar a marcha para parar na estação do Pinhão. O intervalo na viagem é curto, de apenas 15 minutos para abastecimento. É que a “velhinha” máquina necessita de água e algum óleo nas peças para continuar a viagem.

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A estação é por si só um local que vale a pena apreciar no pouco tempo de paragem. Lá pode ser visto um dos mais belos conjuntos de azulejos ferroviários de Portugal. Datados de 1937, são da autoria de J. Oliveira e foram produzidos na Fábrica Aleluia, em Aveiro.

Uma vez abastecido, é de novo anunciada a partida com um forte aviso sonoro e logo começa a marcha rumo ao último destino: a estação do Tua. São mais 15 a 20 minutos de viagem até lá.

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Regresso à Régua
A estação do Tua perdeu a vida de outros tempos. Este era o local onde tinha início a conhecida Linha do Tua, que fazia a ligação até Bragança.

Hoje, com a linha desativada, estação vive dos dias em que chegam visitantes — ora do comboio histórico, ora de outras carreiras que levam os turistas a almoçar no pequeno restaurante que existe mesmo junto à margem do rio.

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Esta última paragem dura 45 minutos, tempo suficiente para a locomotiva dar a volta numa das poucas plataformas giratórias ainda existentes em Portugal e para os passageiros degustarem um cálice de moscatel e fazerem algumas compras de produtos regionais nas bancas existentes no interior da estação. Tudo ao som dos cantares regionais que não param desde que a viagem começou.

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O regresso à Régua faz-se a bom ritmo. Pelo caminho vão ficando as encostas do Douro Vinhateiro, com vinhas de perder de vista e um casario imponente que marca o centro das quintas que ali produzem algum do melhor vinho português.

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O maquinista, incansável, faz bom uso do apito, dando sinal à passagem de cada barco que percorre as águas do Douro. Trocam-se acenos constantes entre quem vai no comboio e quem está no interior das embarcações. Um momento especial, adoçado pelos típicos rebuçados da Régua que, por aquela altura, são oferecidos a bordo.

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A viagem no Comboio Histórico do Douro tem a duração de aproximadamente 3 horas e para a fazer terá que comprar um bilhete no valor de 42,50€ ou de 19€ para crianças entre os 4 e os 12 anos.

Caso queira entrar a bordo deste passeio pelo Douro poderá fazê-lo até ao dia 31 de Outubro, apenas aos fins de semana. Depois, só para o ano é que a velha locomotiva voltará a percorrer os carris.

Turismo Ferroviário – o comboio histórico do Douro

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