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Segredos de Lisboa

Lisboa é considerada uma das melhores cidades da Europa para visitar: temos acesso direto à praia, o marisco tem o sabor fresco do oceano e o sol brilha em 300 dias do ano. Esta cidade comporta uma sensação relaxante do sul da Europa, com uma história e herança viva, com uma energia jovem que parece resultar da sua luz.
Lisboa é rica em questões intrigantes e curiosidades trancadas a sete chaves. Veja aqui alguns dos segredos de Lisboa dos mais bem guardados.

1 – O Largo de Camões já teve um palácio?
O Largo Luís de Camões alberga um monumento oitocentista, da autoria de Victor Bastos, que tem oito ilustres personalidades da História de Portugal. São eles: Fernão Lopes, Pedro Nunes, Gomes Eanes de Azurara, João de Barros, Fernão Lopes de Cantanhede, Vasco Mousinho de Quevedo, Jerônimo Corte-Real e Francisco Sá de Menezes. Onde, hoje, se encontra este largo e o parque de estacionamento, existia, antes do terramoto de 1755, um importante palácio. Aliás, aquando da construção do parque foram descobertas ruínas dos Casebres do Loreto (século XIX) e estruturas do Palácio do Marquês de Marialva (de meados do século XVII). De forma a manter parte dessa história ainda viva, as escadas de acesso ao parque de estacionamento têm fotografias antigas que mostram as ruínas, o espólio encontrado e os trabalhos de construção.

Largo Luís de Camões

Largo Luís de Camões

2 – Hospital de Bonecas
Na Praça da Figueira, em Lisboa, está, muito provavelmente, um dos últimos Hospitais de Bonecas do Mundo. Além da pequena loja, que vende bonecos antigos e atuais, existe no primeiro piso, o verdadeiro hospital de bonecas, onde as mesmas podem ser arranjadas, e o museu.

Pode visitar o hospital e o museu, composto por sete salas onde estão peças muito antigas e bonecos que, juntos, acabam por mostrar a história do brinquedo em Portugal e no mundo.

Hospital de Bonecas

Hospital de Bonecas

3 – Estátua do cauteleiro que dá sorte
No Largo Trindade Coelho, está uma estátua de um cauteleiro e dizem que dá sorte passar a mão na cautela de lotaria – que até se vê que está desgastada e tem uma cor diferente! A peça escultórica é da autoria de Fernanda de Assis e é uma homenagem aos cauteleiros. Foi inaugurada em 18 de Novembro de 1987, data em que a Lotaria Nacional comemorava 204 anos. A estátua mede 1,78m de altura e é feita de bronze.

Estátua do cauteleiro, Lisboa

Estátua do cauteleiro, Lisboa

4 – Estátua do ardina e busto fundador do DN
É no jardim de S. Pedro de Alcântara que está muito provavelmente a maior homenagem aos jornais portugueses, em Lisboa. No mesmo espaço vai encontrar a pequena estátua do ardina (descalço), junto ao busto de Eduardo Coelho, um dos fundadores do vetusto jornal Diário de Notícias. Ambas as peças foram inauguradas em 1904 e são da autoria de António Augusto da Costa Mota (tio) e pedestal da autoria do arquitecto Álvaro Machado.

Estátua do Ardina, Lisboa

Estátua do Ardina, Lisboa

5 – O pátio árabe da Casa do Alentejo
Este espaço, também apelidado de Palácio Alverca tem um restaurante – e chá dançante ao domingo – de comida alentejana, pois claro. Fica na Rua das Portas de Santo Antão, 58, Lisboa. O edifício é de fim do século XVII, mas aqui já funcionou, em 1919, o famoso casino Club Majestic (também bar, restaurante e pista de dança). E o segredo deste espaço? O seu maravilhoso pátio árabe que nos põe num cenário quase-marroquino! Tão bonito!

Pátio Árabe da Casa do Alentejo, Lisboa

Pátio Árabe da Casa do Alentejo, Lisboa

6 – Ruínas no Palácio do Governador
Em Belém, o Palácio do Governador (que agora é hotel) tem, à entrada, ruínas romanas, que pertenciam a uma antiga fábrica de garum, ou seja, o tradicional molho de peixe. O edifício, que foi a casa do governador da Torre de Belém, Gaspar de Paiva, no século XVI, tem no interior azulejos antigos e ainda vestígios de uma capela ( e coro alto) no interior da casa.

Antiga capela do Palácio do Governador, Lisboa

Antiga capela do Palácio do Governador, Lisboa

7 – De onde vem o nome Alfama?
Existem poucos nascer do Sol no mundo como o de Alfama, visto a partir Páteo Dom Fradique, próximo do Palácio Belmonte na colina Este do Castelo. A partir daqui podemos ver a grande bola de fogo laranja e vermelha levantar-se sobre a água e iluminar a silhueta de Alfama.
Igrejas, torres de sino e os telhados de barro dispersam a luz âmbar sobre os azulejos que revestem os edifícios. Alguns chamam a este lugar o sonho de um fotógrafo, eu chamo-lhe uma memória eterna de uma viagem a Lisboa. Vale bem a pena levantar bem cedo…
O Largo das Portas do Sol tem um dos mais bonitos miradouros de Lisboa, com Alfama aos nossos pés. E porque se chama Alfama? Na época romana, as águas desta área tinham propriedades termais, com nascentes de água quente e fria. E daí vem o nome: do termo al-hamma, que significa nascente de água quente.

Santiago de Alfama – Boutique Hotel

Portas do Sol – Lisboa

 

8 – Na rua onde Colombo casou
Atualmente, é o Santiago de Alfama – Boutique Hotel, mas, este edifício de origem quinhentista, já foi o Palácio dos Castros. Reza a história que Cristóvão Colombo casou na mesma rua do hotel (Rua de Santiago).

Santiago de Alfama – Boutique Hotel

Santiago de Alfama – Boutique Hotel

9 – Porque se diz résvés Campo de Ourique?
Na altura do grande terramoto de 1755, e da grande destruição da cidade, a área de Campo de Ourique ficou intacta. Daí o “résvés Campo de Ourique” ter passado a ter o significado de “à justa” ou “por um triz”.

Campo de Ourique

Campo de Ourique

10. Azulejos com navio de guerra
Fica no Jardim Júlio de Castilho, junto a um dos mais bonitos miradouros da cidade: Miradouro de Santa Luzia. O painel de azulejos, de 1939, cobre parte de uma parede e mostra a cidade de Lisboa, vista a partir do rio, com embarcações típicas. Mas, o que mais sobressai é um navio de guerra no centro da imagem. Autor do desenho: Martins Barata; pintura: Victoria Pereira.

Azulejos do Jardim Júlio de Castilho em Lisboa

Azulejos do Jardim Júlio de Castilho em Lisboa

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Filipe Miguel

O que escrevo serve para expressar situações, momentos, sentimentos... do dia a dia de todos nós. Amores e desamores. Amores clandestinos...
Os textos aqui escritos não são autobiográficos. Mas podem ser biografias de mim e de muitos de nós, aqui e além. É neste pequeno véu que fica por levantar que se encontra a sublime sensação que o resto, o resto só a nós (seres apaixonados, românticos, sensíveis, loucos...) pertence!

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