Dia do Ortopedista

História da Ortopedia
A Ortopedia, como muitos especialidades, desenvolveu-se por uma necessidade. Uma necessidade de corrigir deformidades, restabelecer função e aliviar a dor. Os cirurgiões ortopédicos desenvolveram a habilidade de prevenir perdas importantes de função e, por outro lado, realmente prevenir mortes inevitáveis. Eles buscam a perfeição da sua arte, assegurando ao paciente alcançar sua melhor condição no menor período de tempo pelo método mais seguro possível.
A História é muito importante a qualquer cirurgião, particularmente o cirurgião ortopédico. O cirurgião ortopédico tem sido repetidamente atualizado com o avanço da tecnologia. Esta tecnologia deve ser aplicada à prática ortopédica, mas é melhor aplicado quando o cirurgião tem um conhecimento subjacente da história da sua arte. Ele deve estar atento ao modo de como, no passado os cirurgiões contribuíram para a Ortopedia e, sobretudo, dos enganos que eles cometeram no processo. O cirurgião que comete um engano previamente cometido por alguém antes dele seguramente é humilhado e é visto como pobremente educado. Da mesma forma, também é ele quem declara ter desenvolvido uma técnica que ninguém pensou antes (embora as chances são de que alguém tenha pensado o mesmo no passado).
Ao buscar o melhor caminho no avanço da Ortopedia, devemos, certamente prestar atenção à história da Ortopedia. O passado é nosso fundamento para desenvolvimentos futuros. Nós temos que construir sobre este passado para que nós possamos agir como um fundamento estável para gerações futuras.

ORTOPEDIA ANTIGA
HOMEM PRIMITIVO
Embora não tenhamos nenhuma informação histórica escrita, o homem primitivo nos provê com os seus fósseis. Estes mostram que a mesma patologia óssea existiu em tempos primitivos, conseqüente a uma causa ambiental que para muitas de nossas doenças atuais comuns parece improvável. Foram encontradas evidências de ossos fraturados em que a união aconteceu em um bom alinhamento. Se faz interessante perceber, como nos dá uma maneira ética na qual nós podemos ver os efeitos de tratamento nenhum, i.e. aplicando por instinto repouso e movimento precoce. É inevitável que em alguma fase, homem primitivo tenha criado um tala muito rudimentar, e que a partir daí, suas vantagens foram reconhecidas. O homem primitivo, provavelmente, também foi o primeiro a executar amputações cruas de membros e dedos, e trepanação de crânio.

EGITO ANTIGO
Corpos mumificados, pinturas e hieróglifos em parede, nos mostraram que as pessoas da era egípcia sofreram dos mesmos problemas que nós sofremos hoje. Eles também nos mostram algumas das práticas ortopédicas daquele tempo. Foram achadas talas em múmias feitas de bambu, cana, madeira ou late, acolchoadas com linho. Também há evidência do uso de muletas, com o mais antigo registro conhecido do uso de uma muleta que vem de uma escultura feito em 2830 AC na entrada de um portal na tumba de Hirkouf.
Talvez a fonte mais importante que descreve as práticas dos egípcios antigos vem de um papiro roubado de uma tumba em 1862. O papiro foi vendido então a um egiptologista americano chamado Edwin Smith e assim ficou conhecido como o papiro de Edwin Smith. O autor não é conhecido, mas acredita-se ter sido Imhotep. Imhotep foi visto como um gênio do seu tempo. Ele era médico, arquiteto, astrólogo, e primeiro ministro e não há nenhum conhecimento no Egito e Grécia, com alguma evidência que ele tenha recebido este reconhecimento só 100 anos depois da sua morte.
No papiro, o exame periférico foi descrito junto com a compreensão de que as pulsações refletem a ação do coração do qual os vasos vão para os membros. Neste papiro, os traumas foram classificados de acordo com a sua prognose em três categorias: uma doença que eles deveriam tratar, uma doença que eles deveriam combater e uma doença que eles não tratariam. O papiro também mencionou muitos casos e o tratamento efetuado. Estes incluem a redução de uma mandíbula deslocada, os sinais clínicos de trauma espinhal, de torcicolo, o tratamento de uma clavícula fraturada e também sinais e tratamento de outras fraturas. Secreção estava denominada ” ryt “, que é presumivelmente o pus de osteomielite.

GRÉCIA ANTIGA
Muitos princípios a respeito de algumas doenças e seus tratamentos foram atribuídos aos antigos gregos. Eles podem ser considerados como os primeiros a usar uma abordagem científica, também foram os primeiros a documentar a sua história e seu desenvolvimento em detalhes. Homero sozinho no seu informe da guerra de Tróia, nos proporcionou uma percepção adequada para a compreensão de danos naquele momento e o tratamento usou para esses danos. A Ilíada também contém referências para várias deformidades. Os anatomistas gregos de Alexandria, durante o 3º século AC também era grandes contribuintes. Herophilus que é acitado ter praticado dissecação humana é considerado como o primeiro em dividir nervos em componentes sensório e motor e também o primeiro em distinguir artérias de veias. Hegetor também de Alexandria, mas de 100 AC, descreveu as relações anatômicas da articulação de quadril em detalhes, e foi o primeiro em registrar uma descrição do ligamentum teres.
No período entre 430 e 330 AC um texto grego muito importante foi coletado e é conhecido como o Corpus Hippocrates. Foi assim sido conhecido como o Pai da Medicina. Hippocrates nasceu na ilha de Cos em 460 AC e morreu em idade avançada em 370 AC. Ele é conhecido como tendo trazido à Medicina uma abordagem sistematizada e científica e como tendo definido, pela primeira vez, a posição e o papel do médico perante a sociedade. Embora séculos passaram, o juramento de Hippocrates sempre permanecerá centralizando as nossas práticas. Os vários volumes do “Corpo Hippocrates” tiveram relevância para a Ortopedia. Um volume é o primeiro sobre articulações. Aqui a luxação do ombro foi descrita junto com os vários métodos usados em sua nomeado depois de Hippocrates ter redução. Também havia seções que descrevem a redução de luxações acromioclavicular, temporo-mandibular, joelho, quadril e cotovelo. A correção de pé torto congênito foi descrita. O problema da infecção pós fraturas compostas foi descrito e foi tratado com cerate de lance e compressas de vinho sem enfaixamento enérgico. A exploração em qualquer fratura composta foi evitado.
Hippocrates teve uma compreensão completa das fraturas. Ele conheceu os princípios de tração e contra-tração. Ele desenvolveu tala especiais para fraturas da tíbia, semelhante a fixação externa. Hippocrates também desenvolveu o banco de Hippocratic ou ” scamnum “. De todos os desenvolvimentos que Hippocrates nos deu, sua observação clínica cuidadosa e pensamento racional devem ser particularmente recomendados.

A ERA ROMANA
Embora os ensinos de Hippocrates tenham dominado o pensamento durante muitos séculos depois da sua morte, há vários outros colaboradores da Ortopedia merecedores de menção. Durante a era romana, havia outra respeitada figura grega, Galeno (129-199 AC). Ele era originalmente de Pergamo e lá se tornou um cirurgião de gladiadores antes de viajar para Roma. Galeno está freqüentemente chamado ” o pai da medicina do esporte”. Ele deu um bom informe do esqueleto e os músculos que o movem. Em particular, o modo que sinais são enviados do cérebro pelos nervos e para os músculos. Ele foi o primeiro a registrar um caso de costelas cervicais. Ele descreveu destruição de osso, seqüestro e regeneração em Osteomielite e algumas vezes executou resseção em tais casos. Acredita-se que Galeno foi o primeiro a ter usado os termos grego, kyphosis, lordosis e scoliosis para as deformidades descritas nos textos de Hipócrates. Ele também inventou vários métodos por corrigir estas deformidades.
Durante este período de Greco-romano, houveram também tentativas de prover próteses artificiais. Há relatos de pernas de madeira, mãos de ferro e pés artificiais. É dito que Sororifício retal de Ephesus foi e primeiro a descrever o raquitismo. Ruphus de Ephesus descreveu o cisto sinovial e o seu tratamento por compressão. É dito que Antyllus do 3º século praticou tenotomia subcutânea para aliviar contrações ao redor de uma articulação. É dito que ele usou sutura de linho e categute para procedimentos de thee. Também foram desenvolvidos várias brocas, serras e cinzéis durante este período.

A ERA ÁRABE
Outro grego nomeado o Paul de Aegina (625-690 D.C.) trabalhou em Alexandria e escreveu ” O Epítome de Medicamento ” que consistiu em sete livros baseado nos
textos de Hipócrates. O sexto livro tratou de fraturas e luxações. Com a invasão de Alexandria pelos muçulmanos, foram levados muitos grandes livros como estes e foram traduzidos no idioma árabe. A grande biblioteca de Alexandria estava queimada. Embora as práticas árabes foram consideradas como uma extensão desses dos gregos, o uso de gesso-de-Paris no l0º século era significativo. Com a adição de água a um pó de sulfato de cálcio desidratado foi produzido um material cristalino duro. Um persiano pelo nome de Abu Mansur Muwaffak descreveu a cobertura de gesso para fraturas e outros traumas ósseos dos membros.
Os Fundamentos da Ortopedia Moderna

Ainda não era chegado o século XII, quando a Europa começou a despertar das “Idades Escuras”. Universidades e hospitais começaram a se estabelecer, houve a retomada da dissecação humana e os textos gregos começaram a ser traduzidos do árabe para o latim. Porém, até o século XVI, todos os desenvolvimentos permaneceram dentro da sombra lançada por Hipócrates.

AMBROISE PARE (1510-1590)
Ambroise Pare é considerado como o cirurgião mais famoso do século XVI e ” o pai da Cirurgia ” francesa. Ele nasceu em Bourg Herent na França. Em 1532 tornou-se um aprendiz de um barbeiro-cirurgião parisiense, então trabalhou durante quatro anos na Santa Casa de Paris. Em 1541, ele se tornou um barbeiro-cirurgião mestre e fez alguns trabalhos como cirurgião do exército. Em 1564, ele publicou um trabalho monumental em Cirurgia, o “Dez Livros de Cirurgia”. A primeira parte continha Anatomia e Fisiologia e a segunda, Cirurgia. Nesta, foram descritas muitas técnicas cirúrgicas, sendo uma das mais significativas, o uso de ligadura para grandes vasos em amputações. Também usou torniquete em suas amputações, para fixar os músculos retraídos com a pele, impedindo o fluxo de sangue e entorpecendo as sensações. Ele projetou uma grande variedade de fórceps, instrumentos e “braces” de todos os tipos. Com ajuda de fabricantes de armaduras, ele fez uma variedade de membros artificiais de ferro. Embora a maioria tenha sido cosmética, Pare projetou um colete para escoliose e uma bota para pé torto congênito.

NICHOLAS ANDRY (1658-1759)
Andry era professor de Medicina da Universidade de Paris e Decano da faculdade de Física. Em 1741, com 81 anos de idade, publicou um livro famoso chamado “Orthopaedia: or the Art of Correcting and Preventing Deformities in Children”. Contendo meios que podem ser facilmente postos em prática pelos próprios pais sobretudo o que é empregado na Educação infantil e na correção e prevenção de deformidades das crianças. Neste livro, Andry apresenta o termo Ortopedia que deriva das palavras gregas “reta” e “criança”. Andry estava interessado em defeitos posturais e isto se refletiu pela sua famosa ilustração conhecida como ” A árvore de André “. André acreditava que as deformidades do esqueleto se deviam à falta de postura e encurtamento muscular. Alguns consideram André como o Pai da Ortopedia, outros discordam fortemente por acreditarem que o seu trabalho não era científico e que a única contribuição dele foi o emprego da palavra Ortopedia.

THOMAS SYDNEHAM (1624-1689)
Sydneham é comparado a Hipócrates porque seus escritos cobrem um vasto campo e se caracterizam por uma boa observação. Igualmente, ele também é conhecido como “o pai da medicina” inglesa. Nasceu em Winford Eagle, e estudou em Oxford e Montpellier. Ele sofria de Gota e escreveu uma excelente descrição da doença detalhando o ataque, as mudanças na urina e o vínculo com pedras renais. Ele descreveu o reumatismo agudo, a coréia, e as manifestações articulares do escorbuto e disenteria.

PERCIVAL POTT (1714-1788)
Pott era de Londres e trabalhou no Hospital de São Bartolomeu, onde ele recebeu o diploma da Companhia dos Barbeiro-cirurgiões em 1763. Ele é melhor conhecido pela fratura que leva o seu nome a fratura, por ter feito uma boa descrição desta fratura de tornozelo. Em 1756, ele sofreu uma fratura. Era uma fratura composta oblíqua do terço distal da tíbia que sofreu caindo do seu cavalo. Ele recusou ser movido até que comprasse uma porta em que pudesse ser carregado, pois acreditava que o sacudir da carruagem iria aumentar o dano. A amputação imediata era normalmente administrada em tais traumas, mas na última hora amputação foi cancelada e o membro foi poupado. O mais famoso trabalho de Pott está relacionado à paraplegia da tuberculose espinhal onde ele acentuou que a condição não estava relacionada com a compressão da corda espinhal, mas associada a desordens dentro do parênquima nos pulmões. Isto é conhecido como o mal de Pott.

WILLIAM HEBERDEN (1710-1801)
Heberden nasceu em Londres onde trabalhava intensamente. Ele ficou conhecido por iniciar as Operações Médicas em 1766, mas ficou mais ainda pela sua descrição dos nódulos de Heberden.

JOHN HUNTER (1728-1793)
Hunter trabalhou em uma fazenda de Lowland até os 20 anos de idade. Até os 32, ele era aluno e cirurgião domiciliar no Hospital de São Jorge em Londres e também trabalhou na sala de dissecção do seu irmão em Covent Garden. Na Guerra dos Sete Anos, ele serviu como um cirurgião militar. Montou um centro de pesquisa na Golden Square de Londres e ensinou e dissertou na Leicester Square até que uma angina o conduziu à morte. A contribuição de Hunter foi imensa, até mesmo pelos alunos que ensinou (por exemplo Abernethy, Chessher, Jenner e Philip Syng Physick). Hunter foi um aluno de Percival Pott. Embora ele tenha recebido uma pequena educação formal (distinto do seu irmão William, obstetra em . Hunter pôs a prática de cirurgia em uma fundação científica e estruturou seu desenvolvimento para o século XX. Sua declaração “Não pense, tente a experiência” inspirou gerações de cirurgiões modernos.
Muito dos conhecimentos de Hunter podem ser atribuídos à sua experiência militar e em animais. Ele descreveu como avaliar a força muscular em um músculo fraco. Em presença de doença ou trauma articular, preconizou a imobilização do segmento até que a inflamação seja controlada caso contrário pode se estabelecer uma contratura. Ele acreditava que a cura dependia em grande parte do poder inato do organismo, e que a tarefa do cirurgião era ajudar. Hunter acreditava que doença ósseas freqüentemente necessitavam ajuda mecânica. Ele estudou corpos livres articulares, pseudoartrose e consolidação de fraturas, onde ele descreveu a transformação do hematoma da fratura em calo fibrocartilaginoso, a deposição de osso novo, a trabeculação, o restabelecimento do cretal medular e a reabsorção do tecido ósseo em excesso. Hunter escreveu “A Treatise on the Blood, Inflammation and Gunshot Wounds” em 1794, e também fez tentativas de enxertia tecidual.
Sua coleção de espécimes (inicialmente em cima de 14,000 pertencentes a Pott – metade destruída no bombardeio de Londres) está na Faculdade de Cirurgiões, Londres. Descrevem o desenvolvimento dos vários sistemas do mais simples (insetos) ao mais complexo. É uma simples e inspiradora experiência visitar o museu e ver monumental contribuição de um homem para a cirurgia.

JEAN-ANDRE VENEL (1740-1791)
Jean-Andre Venel era um médico de Genebra que estudou dissecação em Montpellier com 39 anos de idade, e em 1780, estabeleceu o primeiro instituto de ortopedia do mundo, em Canton Waadt. Este foi o primeiro hospital que se ocupou especificamente do tratamento das deformidades esqueléticas de crianças incapacitadas. Venel registrou e publicou todos seus métodos e por isto ficou conhecido como o primeiro verdadeiro Ortopedista. Ele também é considerado como o pai da Ortopedia, já que o seu instituto agiu como um modelo para hospitais ao longo da Europa. Venel acentuou a importância de luz solar e fez várias órteses e aplicações nos seminários dentro do instituto.

WILLIAM HEY (1736-1819)
William Hey nasceu em Pudsey perto de Leeds. Com 14 anos, ele já estava no aprendizado com um cirurgião e farmacêutico e quase morreu de uma overdose de ópio enquanto estudando seus efeitos. Ele foi o fundador da Cirurgia em Leeds e treinou no Hospital de S. George. Hey escreveu um livro sobre cirurgia que continha vários capítulos em Ortopedia. Ele descreveu a Osteomielite subaguda da tíbia e defendeu o tratamento aberto da lesão. Em 1773, Hey bateu o seu próprio joelho saindo do banho, e muitos atribuem a isto o seu interesse subseqüente em joelho. Ele criou a expressão “desarranjo interno do joelho “, e descreveu lesões meniscais. Hey descreveu também os corpos livres articulares e introduziu a amputação tarso-metatársica.

GIOVANNI BATTISTA MONTEGGIA (1762-1815)
Monteggia nasceu em Lago Maggiore e era um patologista de Milão que adquiriu sífilis ao cortar-se durante uma necropsia e se tornou um cirurgião e professor em Milão. Ele é particularmente lembrado pela sua descrição, em 1814 da fratura que leva o seu nome: a fratura de Monteggia.

ABRAHAM COLLES (1173-1843)
Colles nasceu em Kilkenny, na Irlanda, de origem humilde. Não obstante, ele se tornou professor de Cirurgia na Faculdade de Cirurgiões em Dublin com a idade de 29 anos. Ele foi o primeiro a ligar a artéria subclávia, mas é mais conhecido pela descrição que fez da fratura de Colles, em 1814 (o mesmo ano que Monteggia).

BARÃO GUILLAUME DUPUYTREN (1777-1835)
Dupuytren nasceu na França central. Ele foi seqüestrado quando menino por uma mulher rica de Toulouse por causa de sua beleza. Foi levado para Paris e educado, mas conviveu com grande pobreza ao longo dos seus estudos. Dupuytren tornou-se o Cirurgião-chefe na Santa Casa e trabalhou duro, tendo se tornado um homem muito rico. Ele era descrito como uma pessoa desagradável de se conviver, contudo o seu trabalho era agradável de ser lido. Ele foi caracterizado como “o primeiro entre os cirurgiões e o último entre os homens”. Ele era um observador clínico preciso com um grande interesse em patologia. O nome de Dupuytren é associado com a contratura da fascia palmar e um tipo de fratura de tornozelo por ele descrita. Escreveu sobre muitos assuntos incluindo Luxação Congênito do Quadril, a origem de formação do calo, a exostose subungueal, o sinal de Trendelenburg, tenotomia em torcicolo e diferenciou osteossarcoma de “spina ventosa”.

JAMES SYME (1799-1870)
Syme nasceu em Edinburgh. Como estudante da Universidade de Edinburgh ele encontrou um meio de dissolver borracha. Syme abriu uma escola de Anatomia e depois abriu uma clínica privada muito próspera. Em 1833, ele se tornou Professor de Cirurgia em Edinburgh permanecendo no cargo até sua morte, (ele tinha feito um acordo com o seu predecessor de lhe pagar uma pensão caso se demitisse). Syme é conhecido por apresentar alternativas conservadoras às grandes amputações que eram levadas a efeito naquela época. Em 1831, ele lançou um brochura que detalhava casos onde poderiam ser usadas desarticulações em vez de amputação para articulações grotescamente atingidas, como na tuberculose e mesmo nos traumatismos. Em 1842, Syme descreveu uma amputação no tornozelo, que levou o seu nome e veio substituir as amputações abaixo do joelho, que eram uma prática comum naquela época.

SIR BENJAMIN BRODIE (1786-1862)
Brodie era uma figura nacional. Ele era cirurgião no Hospital St. George e um amigo da família Thomas (de Hugh Owen Thomas). Ele publicou o livro, “On the Diseases of Joints” em 1819 que se tornou por muitos anos uma referência popular. Em 1832, ele descreveu o abscesso ósseo crônico que mais tarde recebeu o seu nome. O paciente era um homem de 24 que tinha sintomas freqüentes na extremidade inferior da tíbia direita. Ao exame, Brodie achou uma cavidade cheia de pus e acreditou que trefinando-a, pudesse evitar uma amputação. Ele associou a presença de artrite com gonorréia e relacionou todas as desordens de quadril na criança à infecção. Em 1843, ele introduziu o exame aos aprendizes da Royal College of Surgeons para melhorar a educação e a reputação dos cirurgiões.

JOHN RHEA BARTON(1794-1871)
Barton nasceu em Lancaster, Pennsylvania, E.U.A. Estudou no Hospital de Pennsylvania e depois trabalhou para Physick (o pai da Cirurgia americana) que, por sua vez, era discípulo de Hunter. Foi dito que Barton era ambidestro e que uma vez posicionado para uma operação, não mais se deslocava. Em 1826, ele executou uma osteotomia subtrocantérica do fêmur para corrigir uma deformidade de flexo-adução severa do quadril. Barton é mais conhecido pelas suas osteotomias corretivas inovadoras para articulações anquilosadas. Em 1834, Barton fixou uma patela fraturada e em 1835, ele descreveu a “fratura de Barton”.

ROBERT WILLIAM SMITH (1807-1873)
Smith nasceu em Dublin, onde também estudou e trabalhou. Tornou-se Professor de Cirurgia na Faculdade de Trinity em Dublin. Smith fundou a Sociedade de Patologia de Dublin com Colles, Graves, Corrigan e Stokes. Em 1847, escreveu o Smith um livro clássico chamado “A Treatise on Fractures in the vicinity of Joints, and on certain forms of Accidents and Congenital Dislocations”. Aqui ele descreve a “fratura de Smith”, e a deformidade de Madelung antes que Madelung a tivesse descrito. Em 1849, ele publicou “A Treatise on the Pathology, Diagnosis and Treatment of Neuroma”. Dizia-se que este livro era tão grande, que quando aberto era maior que uma mesa de jantar comum. Smith escreveu detalhadamente sobre neurofibromatose, bem antes que von Recklinghausen o fizesse.

ANTONIUS MATHYSEN (1805-1878)
Mathysen foi um cirurgião militar holandês que em 1851, inventou a atadura de gesso de Paris (Plaster of Paris – POP) que se tornou de fundamental importância na prática ortopédica. A partir desta data, a atadura gessada tornou-se o principal meio de imobilização das fraturas.

WILLIAM JOHN LITTLE (1810-1894)
Little foi educado no seminário Jesuítico em St. Omer. Ele tinha um pé torto paralítico. O tratamento em Londres era a amputação, entretanto, ele encontrou a cura na Alemanha através de tenotomia. Little foi um dos fundadores do Royal Orthopaedic Hospital. Ele publicou um detalhado relatório, em 1862, do então mal-compreendido grupo de crianças e adultos jovens deformados ou parcialmente retardados. Este tipo de paralisia espástica com paraplegia dos membros inferiores ficou então conhecido durante muitos anos como doença de Little.

JOSEPH LISTER (1827-1912)
Lister estudou no Hospital da Faculdade Universitária em Londres. Em 1853, ele se tornou o cirurgião do grupo de Syme, tendo então casado com a filha de Syme, e em 1854 tornou-se o cirurgião assistente da Enfermaria Real. Lister é conhecido pela introdução da Antissepsia. Foi a primeiro a aplicar ácido carbólico a uma fratura composta, em 1865. Logo ficou bastante claro que esta prática teve um efeito dramático na redução particularmente dos abcessos, piemia, gangrena hospitalar, erisipela e da mortalidade por amputação. Lister foi feito um baronete em 1883, e mais tarde, em sua vida foi pensado que tivesse tentado a aplicação direta do mofo do Penicillium diretamente a feridas.

JEAN-MARTIN CHARCOT (1825-1893)
Charcot era de Salpetriere em Paris e é conhecido mundialmente como o primeiro professor de Neurologia. Ele escreveu uma tese distinguindo Gota, Artrite reumática e Osteoartrite. Charcot também foi o primeiro a descrever a artropatia que leva o seu nome. As articulações de Charcot. Foi também o primeiro a escrever sobre Esclerose amiotrófica lateral, claudicação intermitente, esclerose disseminada, febre hepática intermitente e herpes zoster.

THEODOR KOCHER (1841-1917)
Kocher nasceu em Berne e estudou em Berlim, Londres, Paris e Viena. Em 1872, ele se tornou Professor de Cirurgia em Berna. Kocher teve um grande interesse em Anatomia e em 1870, ele descreveu o método de redução para luxação de ombro, que leva o seu nome. Kocher escreveu um livro notável no qual ele detalhou diversas incisões cirúrgicas por ele desenvolvidas, como a via de acesso posterolateral do quadril. Desenvolveu vários instrumentos cirúrgicos, mas o seu principal interesse estava nas doenças da tiróide.

SIR JAMES PAGET (1814-1899)
Paget foi diplomado no Hospital de São Bartolomeu, em Londres onde permaneceu para o resto da sua carreira. Foi em 1877 que Paget deu a primeira descrição do que ele chamou “osteíte deformante”, e que mais tarde ficou conhecida como a doença de Paget. Notou a incidência aumentada de Osteossarcoma, do tamanho do crâneo e das deformidades (Um dos desenhos originais de Paget é mostrado). Paget também era um conferencista notável com um grande interesse em patologia de osso. Seu nome é associado a outros processos patológicos.

SIR WILLIAM MACEWEN (1848-1924)
MacEwen estudou em Glasgow e teve Syme e Lister como professores. A nova era da antissepsia lhe permitiu dar muitas contribuições à Cirurgia. Dentro das suas contribuições à Ortopedia, executou muitas osteotomias, tendo desenvolvido um osteótomo de peça única. O principal interesse de sua pesquisa era sobre o crescimento ósseo e em 1879 ele executou o primeiro dos seu pioneiros enxertos ósseos. A maioria dos seus enxertos foram executados em pessoas que tinham tido perda óssea, mas que mantinham função normal. Macewen também foi um pioneiro da neurocirurgia e da cirurgia cardiotorácica. Ele trabalhou em tumores cerebrais e abscessos e também executou a primeira pneumectomia.

Joel Goldthwait
Joel Goldthwait (1867-1961) era outro do grande ortopedista de Boston. Ele tinha grande interesse em postura e em 1911, publicou uma laminectomia de L1 a S3 executada em um homem que apresentava ciática bilateral com paraplegia depois de um esforço de levantamento.
Provavelmente a figura mais importante ana virada do século era Sir Robert Jones (1855-1933). Realmente muitos argumentariam que ele foi o maior cirurgião ortopédico que o mundo já tinha visto. Dizia-se que quando Jones operava, o tempo parava. Jones era sobrinho do grande Hugh Owen Thomas e se tornou um dos seus aprendizes em Liverpool. Em 1896, Jones publicou o primeiro relatório do uso clínico de uma Radiografia para localizar uma bala num punho. Ele fundou várias associações e hospitais ortopédicos. Escreveu vários livros importantes como “Injuries of Joints” em 1915 e “Notes on Military Orthopaedics” em 1917. O seu livro-texto “Orthopaedic Surgery” é tido como o primeiro a ter lidado sistematicamente com a diagnose e tratamento de fraturas recentes. Na Primeira Guerra Mundial, Jones liderou a seção ortopédica das Forças Britânicas. Jones era defensor do transplante tendinoso, da enxertia óssea outros procedimentos conservadores e restaurativos.

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
Deve-se dizer que a guerra sempre desempenhou um papel importante na história da Ortopedia. Muitos de nossos maiores colaboradores foram os cirurgiões militares e é notável quanto aprendemos sobre os antigos ortopedistas gregos através da descrição feita por Homero da Guerra de Tróia. É interessante notar que muitas das realizações durante e depois de Primeira Guerra Mundial não estavam diretamente relacionadas a danos traumáticos recebidos a guerra. Porém, podemos dizer que a Ortopedia foi definitivamente vista como uma especialidade autônoma depois da Primeira Guerra Mundial e que esta foi a primeira grande guerra onde a utilização de técnicas assépticas estavam salvando muitos mais vidas que nas passadas.

Jules Tinel
Jules Tinel (1879-1952), de Rouen e Paris, era um neurologista na Primeira Guerra Mundial e, em l917 descreveu o que hoje chamamos “sinal de Tinel”, relacionado a trauma de nervos periféricos.
Uma percussão do nervo abaixo do local do trauma responde com “formigamento” se as fibras nervosas estiverem se regenerando. Se isto estiver ausente, o prognóstico é ruim.

Paul Budd Magnuson
Paul Budd Magnuson (1884-1968) foi um americano que ajudou em serviços ortopédicos na Primeira Guerra Mundial. Isto, aliado à sua própria prática lhe deu muita experiência em trauma. Ele escreveu um livro texto chamado “Fraturas” e nele descreveu o debridamento completo da articulação do joelho para Osteoartrose, inclusive sinovite e outras lesões degenerativas. Isto envolvia a remoção de osteófitos, meniscos danificados e raspagem da cartilagem até o osso e, se necessário, estreitando a patella. Após a guerra, um americano pelo nome de Paul N. Jepson (1893-1949) continuou o bom trabalho de Volkmann e reproduziu contraturas isquêmicas em animais. No seu artigo, de 1921, ele escreveu que as contraturas poderiam ser evitadas através da descompressão cirúrgica. Em 1927, um russo chamou M. J. Arinkin introduziu a punção esternal como um procedimento diagnóstico quando tabalhava na Clínica Médica Militar em Leningrado. Isto pode ser aplicado no estudo de metástases ósseas.

Na série de grandes cirurgiões que sucederam Hugh Owen Thomas, veio Thomas Porter McMurray (1888-1949), que trabalhou para Robert Jones. McMurray nasceu em Belfast, mas trabalhou em Liverpool. A sua destreza cirúrgia era reconhecida: ele poderia remover um menisco inteiro em cinco minutos e desarticular um quadril em dez minutos! Em 1928, McMurray publicou um artigo sobre desarranjos internos do joelho. Nele, introduziu do sinal mpara rotura meniscal que leva o seu nome – sinal de McMurray. Uma operação que também levou o seu nome foi uma osteotomia com deslocamento para pseudoartroses do colo femoral e artrose de quadril.
Em 1932, Winthrop Morgan Phelps (1894 -) publicou um importante artigo sobre danos cerebrais pós-parto. Classificou os diferentes tipos, descreveu a variabilidade da sua etiologia e uma moderna abordagem na adinistração destes casos. Phelps era o professor de cirurgia de ortopediana Universidade de Yale e diretor do Centro de Reabilitação de Crianças em Baltimore. Ele fez imensas contribuições ao tratamento de paralisia cerebral e estimulou a necessidade de um interesse maior nessa desordem.
Ricardo Galeazzi (1866-1952) de Milan tinha uma grande experiência em Luxação Congênita de Quadril e Escoliose Idiopática, mas e mais conhecido pela fratura de antebraço que descreveu em 1934. É a Fratura de Galeazzi que realmente é mais comum que a fratura de Monteggia.

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
O conhecimento adquirido com as lutas da Primeira Guerra ajudou no tratamento das vítimas da Segunda Guerra Mundial. Nesta, houveram menos amputações executadas, menos gangrena, melhores meios de fixação das fraturas, sem esquecer da importância de penicilina (cujos efeitos foram descobertos por Sir Alexander Flemming em 1928). Os alemães precisavam de medidas rápidas para recolocar os seus soldados em condições de lutar e desenvolveram vários procedimentos de fixação de fraturas durante este período. Ao lado disto, também os americanos estavam contribuindo como nunca.

Willis Campbell
Um destes americanos era Willis Campbell (1880-1941) de Memphis, Tennessee que era o principal defensor da artroplastia de interposição naquela época. Campbell usou um transplante autógeno livre de fascia alata dobrada sobre si mesma. Ele não buscava restabelecer a anatomia original, mas sim restabelecer a função. Campbell também era uma figura chave em enxertia óssea e executou um enxerto ósseo total encravilhado e fixado com com parafusos ósseos para pseudoartrose.

Gerhard Kuntscher
Gerhard Kuntscher (1900-1972) serviu no exército alemão durante o Segunda Guerra Mundial e publicou o seu revolucionário procedimento dele nos primeiros meses de abertura da guerra. O seu trabalho se ocupou da fixação intramedular de fraturas da diáfise de ossos longos e o seu nome é associado com a haste.
Kuntsher foi prejudicado academicamente . A ele nunca foi oferecida uma cátedra.

Martin Kirschner (1879-1942) era de Greifswald, Alemanha e também era conhecido pelos seus métodos de fixação, em particular para o Pino de Kirschner ou K-wire. Ele também executou a primeira embolectomiapulmonar com sucesso.

Sir Reginald Watson-Jones
Sir Reginald Watson-Jones (1902-1972) era outra famosa figura de Liverpool. Durante Segunda Guerra Mundial, ele estava entre os principais professores em terapia de fraturas. Watson-Jones publicou “Fractures an Joint Injuries” em 1940 o qual permaneceu como uma referência padrão durante várias décadas tendo sido traduzido em muitos idiomas.

Albert J. Schein
Em 1942, Albert J. Schein (1910 -) de Nova Iorque, publicou um artigo papel que estabeleceu a doença de Gaucher como um específica e não muito rara causa de doença de quadril. Isto foi muito importante, pois muitos casos estavam sendo mal-diagnosticados como Doença de Perthes.

Austin T. Moore
Também em 1942, outro americano, Austin T. Moore (189-1963) executou e noticiou a primeira substituição de quadril por uma prótese metálica. Pela primeira vez, ele tinha substituído a porção superior inteira do fêmur com uma prótese de vitallium. Tinha uma cabeça redonda, laçadas para inserção de músculos, e uma extremidade inferior que deslizava para o interior da diáfise fixando-se a ela. Com o passar dos anos, melhorou o desenho da prótese e a técnica cirúrgica. Em consequência, há um tipo de prótese chamado o Austin-Moore que ainda hoje é usado.

DEPOIS DAS GUERRAS
Nos anos que se seguiram à guerra, os cirurgiões ortopédicos buscaram aperfeiçoar o tratamento das fraturas, em particular com o uso de pinos metálicos e arames para fixação. Com a introdução de ligas que poderiam ser efetivamente usadas, houve também uma nova onda de próteses que foram desenvolvidas para o tratamento tanto de artrite como de fraturas problemáticas. O uso de antibióticos e de novos meios diagnósticos também facilitaram a prática ortopédica.

Knut Lindblom de Estocolmo
Em 1948, Knut Lindblom de Estocolmo, publicou a sua técnica de injeção direta nos discos intervertebrais lombares com tintura rádio-opaca. Isto reproduziu os sintomas se feito ao nível da lesão e mostrou a natureza da ruptura.

H. Lowry Rush
Em 1949, H. Lowry Rush (1879-1965) usou pinos de aço puro especialmente endurecido para tratar fraturas de ossos longos.
Sir John Charnley

Em 1950, o grande Sir John Charnley (1911-1982) de Manchester escreveu um livro clássico na abordagem não-cirúrgica das fraturas, “The Closed Treatment of Common Fractures”. Charnley é, entretanto, efetivamente reconhecido como o inovador da artroplastia total de quadril. Entre outras contribuições, o desenvolvimento de um cimento acrílico auto fixante para ancorar a prótese femoral e a cúpula acetabular. Charnley também estava interessado no atrito articular e substituiu o Teflon com o uso de polietileno de alta densidade. Muitas das artroplastias totais de quadril que ele executou nos anos 60 estão ainda sólidas e servindo efetivamente aos seus pacientes.
Como um australiano que estuda Ortopedia, é imperativo que eu adicionasse um grande cirurgião ortopédico australiano que também é um respeitável professor. Ronald Lawrie Huckstep (b.1926) formou-se no Middlesex’s Hospital, em Londres (1952). Ele trabalhou então em Kampala, Uganda onde ele contribuiu enormemente para a nossa compreensão sobre poliomielite. Lá ele executou operações para melhorar as vidas das pessoas com severas deformidades congênitas ou adquiridas. A simplicidade de Huckstep também o conduziu desenvolver muitas talas e outros dispositivos úteis, como também métodos novos para fixação de fraturas. Ele é o inventor da Haste de Huckstep. Tornou-se o Professor de Cirurgia Ortopédica na University of New South Wales em 1973 e publicou três livros muito úteis desde então.
A preservação de padrões de cuidado e a independência de nossa profissão de interferências política ou comercial também é importante. Austrália foi afortunada nesta consideração por ter Bruce D. Pastoreie, (1932 -). Um grande Cirurgião Ortopédico que influenciou a maioria do jovens ortopedistas em Sydney, tendo estabelecido centros para o cuidado de crianças surdas e espasticas (The Sheperd Centre) e quase sòzinho preservou a prática privada na Austrália nos anos 80.

Podem acompanhar tudo aqui:
https://filipemiguel.blog

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