Dia Mundial do Habitat

O Dia Mundial do Habitat comemora-se este ano a 1 de outubro em 2018.
Este dia observa-se no calendário na primeira segunda-feira de outubro.
O objetivo do Dia Mundial do Habitat é refletir no estado dos povos, das cidades e dos espaços públicos, para garantir os direitos básicos de um vivência adequada a todos os homens. Preservar o habitat das futuras gerações e tornar as cidades sustentáveis são também preocupações deste dia. Segundo a ONU, dentro de uma geração, dois terços da população mundial serão urbanos.
A data foi criada pelas Nações Unidas em 1985 com a resolução 40/202 e foi celebrada pela primeira vez em 1986.

Os principais desafios urbanos do século XXI são o rápido crescimento de muitas cidades e o declínio de outras, a expansão do sector informal da economia e o papel das cidades nas alterações climáticas ou na atenuação dos efeitos destas. Observa-se um pouco por todo o mundo que estes desafios estão a ser largamente negligenciados pelos governos, a todos os níveis. A expansão urbana e o desenvolvimento não planeado figuram entre as consequências mais visíveis. Centenas de milhares de habitantes das cidades estão cada vez mais expostos à elevação do nível do mar, às inundações costeiras e a outros perigos relacionados com o clima.

Em inúmeras cidades, tanto dos países desenvolvidos como dos países em desenvolvimento, tem-se verificado uma tendência preocupante: por um lado, o crescimento de zonas residenciais de luxo e a multiplicação de condomínios fechados e, por outro, o aumento simultâneo de edifícios com apartamentos superpovoados em zonas pobres, de enclaves étnicos, de bairros degradados e de bairros de lata. Surgiram igualmente grandes contrastes entre sectores avançados nos planos tecnológico e logístico e sectores caracterizados pelo declínio industrial, oficinas clandestinas e empresas informais.

É essencial que o planeamento urbano seja melhor e mais equitativo. Novas ideias vindas de cidades inteligentes de todo o mundo apontam o caminho para uma urbanização sustentável. Mas ainda há muito por fazer. Os pobres que vivem nas cidades precisam de um sistema melhor de propriedade fundiária e um melhor acesso às terras. Todas as cidades necessitam de um sistema de transportes públicos mais seguro e mais ecológico, alojamento garantido, hospitais e serviços públicos. Há ainda a necessidade de mobilizar financiamentos para o desenvolvimento urbano.

O planeamento urbano constitui a essência deste programa, mas só funcionará se houver uma boa governação urbana e se os pobres das cidades participarem nas decisões que afectam as suas vidas. Esse planeamento produzirá melhores resultados, se se combater verdadeiramente a corrupção. Os organismos das Nações Unidas, como o ONU-HABITAT, podem dar uma ajuda vital, sob a forma de reforço das capacidades, investigação e gestão e intercâmbio de conhecimentos.

No dealbar desta nova era urbana, temos consciência dos problemas e sabemos como enfrentá-los. Compreendemos, talvez melhor do que nunca, que ninguém pode ser excluído, sobretudo os pobres. Neste Dia Mundial do Habitat, comprometamo-nos a dar o nosso contributo para converter em realidade os nossos planos de um futuro melhor, mais verde e mais sustentável para este nosso planeta, cada vez mais urbanizado.

Podem acompanhar tudo aqui:
https://filipemiguel.blog

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