Dia Nacional dos Fanzines – Brasil

No dia 12 de outubro, além das demais comemorações conhecidas (dias das crianças, dia da Leitura…), também é comemorado o dia Nacional do Fanzine e para registrar a data, a Gibiteca de Santos se uniu aos fanzineiros do Brasil e promoveu pelo 3º ano consecutivo um encontro sobre fanzines, coordenado pelo já conhecido Gazy Andraus.

Além de Gazy, o evento contou com a participação de fanzineiros da região e pesquisadores na área de HQs e Fanzines e também contou com a divulgação de fanzineiros do Brasil inteiro que registraram suas artes através do Facebook em demonstração de apoio ao evento, como foi o caso da Fanzinada de Thina Curtis.

Gazy falou um pouco sobre a trajetória dos zines no Brasil e sobre o trâmite para que a data possa ser devidamente instituída e registrada. Em Piracicaba, cidade natal do primeiro fanzineiro do país, Edson Rontani, há um projeto para a comemoração dos 50 anos do lançamento do primeiro fanzine que se tem notícia: o Ficção. O filho de Edson Rontani, em conversa com Gazy, anunciou que não só deve promover o evento no ano que vem em parceria com a secretaria de cultura do município, como também seguirá com os trâmites para que a data seja mesmo instituída em nosso calendário como uma data comemorativa.

Tivemos a participação especial da pesquisadora, professora e fundadora da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial, Natânia Nogueira. Natânia nos apresentou seus projetos na escola municipal em que atua na cidade de Leopoldina, Minas gerais e graças á sua dedicação em usar HQs e fanzines como ferramentas pedagógicas no ensino fundamental, não só conseguiu a ampliação da Gibiteca da escola (projeto pioneiro na cidade), como também recebeu o convite para ajudar na criação de uma Gibiteca Municipal.

A professora de Geografia Renata Barrocas, que atua no ensino a distância e no presencial da Unimes e na Unisantos (Santos, SP), mostrou os fanzines pedagógicos confeccionados por seus alunos na área de Geografia e Pedagogia. Através da confecção de seus fanzines os alunos, que serão futuros professores, entendem a importância e se trabalhar conceitos pertinentes a certas disciplinas de forma autoral e criativa, propiciando que a assimilação de certos temas se dê de forma mais eficaz e prazerosa.

Além das apresentações acadêmicas, que foram reforçadas pelo depoimento do professor Clézio Santos e que também atua na área de Geografia com produção de fanzines em uma escola pública da periferia do Rio de Janeiro (projeto aprovado pelo Capes), o fanzineiros Ricardo Miranda e Fabiano Geraldo contaram como é a produção de fanzines atualmente e falaram sobre suas trajetórias como produtores e distribuidores de seus trabalhos. Com o bate-papo, os espectadores puderam confirmar que não só a produção de fanzine “existe e resiste” – nas palavras de Fabiano, como entrou nas instituições de ensino para ficar!

“Eles circulam de mão em mão, pelos correios, pela internet. Eles contêm arte, cultura, informação. Eles são nossa memória e história quando falamos de arte residente, de underground, de militância. Hoje são objetos de pesquisa, são considerados art pop, independente do estilo, eles são únicos e raros!” (Thina Curtis, Fanzinada)

Podem acompanhar tudo aqui:
https://filipemiguel.blog

Dia Nacional dos Fanzines.jpg

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