Despiste o meu EU

A vida é uma verdadeira caixinha de surpresas!
Há pessoas que nos conseguem despir, que nos tocam, que conseguem pôr a nu todo nosso “eu”!
Mas a vida surpreende-nos. Quando achamos que já fomos despidos por alguém, um dia alguém aparece e mostra-nos que já nos despiram mas não na nossa totalidade.
A vida tem destas coisas. E é por tudo isto que a torna mais bela e torna tudo mais bonito e muito mais interessante.
Quando achava que já algum dia alguém já me tinha despido, eis que apareces tu!
Cativaste e prendeste o meu olhar em ti.
Teu corpo com formas, curvas e linhas perfeitas, cativaram a minha atenção em ti.
O teu olhar dominou a minha atenção em ti, depois o teu sorriso luminoso quebrou e fez cair todas as barreiras que eu tinha.
À medida que nos fomos conhecendo fui gostando cada vez mais, não pelo corpo ou pelo sorriso, mas verdadeiramente pelo teu interior. Sim, o teu interior! Não há nada mais belo que o interior de uma pessoa. O exterior é apenas um bónus.
No dia em que nos vimos pela primeira vez, em que trocamos o nosso primeiro olhar, semeaste em mim no meu coração uma sementinha. Uma sementinha chamada de Amor. Uma pequena sementinha que já furou, que já nasceu. Está a crescer a olhos vistos todos os dias, cada maior, cada vez mais bonita.
O Amor é mesmo assim como uma semente na terra. Se a tratas bem, ela vai nascer linda e bonita, vai crescer, florescer e ser uma planta bonita, viçosa, amada… a mais bela de todas, mas se deixas de a tratar, ela vai murchar, secar e acabar por morrer. Assim é o Amor!
Menina cheia de medos e inseguranças, mas com um enorme poder mágico e avassalador em mim, capaz de quebrar e fazer cair as minhas enormes barreiras.
Menina com fragilidades, mas com uma força “monstruosa” capaz de despir todo o meu “eu” como ninguém.
No meio das tuas inseguranças, dos teus medos… sentes falta do empurrão, do teu empurrão.
Os nossos medos, os nossos receios, as nossas inseguranças… retiram-nos sempre algo de que podemos viver. Arriscamos a perder o nosso verdadeiro Amor, privamo-nos de alguma felicidade, de nos aventurarmos, de vivermos e saboreármos as coisas boas que a vida tem para nos oferecer. Força, vontade, confiança, fé… é tudo o que precisamos.
Pela primeira vez sei que posso falar, conversar, contar, desabafar… tudo, mas mesmo tudo. Contar coisas a quem nunca tinha tido coragem de contar, desabafar… porque tu és única e és a única.
Contigo, dou-te o empurrão. Contigo, sou eu por inteiro. Contigo, sou eu mesmo.
Mas as linhas da vida têm curvas, têm obstáculos, têm barreiras difíceis de contornar. Por vezes chegamos tarde demais!
Só a vida é que se encarrega de nos demonstrar se chegámos tarde ou se ainda vamos a horas.

Filipe Miguel

Podem acompanhar tudo aqui:
https://filipemiguel.blog

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