Dia da Mulher Operadora do Direito (Dia da Advogada)

No dia 15 de dezembro, comemora-se o Dia da Mulher Operadora do Direito e em homenagem a todas as advogadas.
Hoje, não só celebramos a presença feminina na área jurídica como também recordamos os obstáculos vencidos e as inúmeras dificuldades a serem ainda superadas.
Os obstáculos começaram a ser vencidos quando em 1899 a desbravadora Myrthes Gomes de Campos ousou se tornar a primeira mulher a estrear em um tribunal, abrindo as portas para a presença feminina no mundo do Direito, num país onde a mulher ainda é vítima da violência doméstica.
Sem dúvida, a advocacia está definitivamente sendo conquistada pelas mulheres. Que bom! Mas é necessário avançar ainda mais. Precisamos de mais mulheres advogadas ocupando as cadeiras do Conselho Federal da Ordem e as presidências e cargos diretores das Seccionais e Subseccionais por todo o país. Só assim a representatividade da nossa categoria se fortalecerá e se legitimará.
O desafio da mulher advogada não é muito diferente do desafio das outras mulheres que buscam ocupar o seu lugar no mercado de trabalho. Vivemos em um ambiente literalmente tomado pela presença masculina, e onde a participação feminina é, muitas vezes, vista com restrições.

A história de Myrthes Campos
Nascida em 1875 em Macaé no Rio de Janeiro, Myrthes Gomes de Campos já mostrava desde cedo seu interesse pelas leis, contudo, na sociedade da época ainda era muito difícil para as mulheres se tornarem independentes através dos estudos e do trabalho.
Quando jovem, partiu para a cidade do Rio de Janeiro e ingressou na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais.
Concluiu o bacharelado em Direito em 1898, mas somente em 1906 conseguiu legitimar-se profissionalmente, ao se tornar parte do Instituto dos Advogados do Brasil.
Também em 1898 foi a primeira mulher a atuar como defensora no Tribunal do Júri. Em seu discurso de abertura da defesa, Myrthes fez questão de ressaltar a importância da presença feminina nas instituições judiciais:
Atuou durante 20 anos na Jurisprudência do Tribunal de Apelação do Distrito Federal que funcionou no antigo Palácio da Justiça do Rio de Janeiro de 1926 até 1946.
Foi colunista do Jornal do Commercio e publicou diversos artigos juírdicos em outras publicações tais como a Revista do Conselho Nacional do Trabalho, a Folha do Dia e a Época.
Seus artigos foram um marco no campo da jurisprudência em prol da liberdade feminina através do voto feminino e a emancipação jurídica da mulher.

Podem acompanhar tudo aqui:
https://filipemiguel.blog

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