A vida difícil dos emigrantes

Porque os nossos emigrantes merecem todas as homenagens e muito mais.
Não há nada mais rico que o nosso País, a nossa família, a nossa gastronomia, o nosso clima e tudo o que há de bom neste cantinho da Europa plantado à beira mar.
O que realmente “mata”, é entrar no avião depois de uns dias férias. É como que se à entrada do avião houvesse uma força que começasse a arrancar da alma toda a felicidade, fazendo com que ela fique no país. Depois de chegar ao país que nos acolhe, começa a rotina, trabalho que ocupa muito tempo e os dias vão passando, mas sem nunca esquecer o nosso cantinho, a nossa família e amigos, a nosso gastronomia,o nosso sol…
Mas o voltar a entrar no avião para novamente regressar, é uma explosão de alegria dentro de nós.
Ser emigrante, tem que se ter a coragem de um cavaleiro andante. Tem que se ter a ousadia de um marinheiro errante. Tem que se ter uma alma grande para sobreviver num outro país distante, longe de tudo e de todos.
Ser emigrante, é como um apátrida submetendo-se a novas leis respeitando os donos desse quinhão.
Ser emigrante, é saber esperar pela diáspora ao seu lar.
Cada emigrante tem a sua história. Cada um deixa algo seu para trás quando parte. Deixam uma história, um lar, uma família, os amigos, uma língua, uma gastronomia…
Quando partem, descobrem o valor da língua materna. O poder de negociar e de dar conselhos com as palavras certas. Perdem em parte o poder de defender e até de atacar.
Saber quando algo acontece e que precisam de nós e não poderem deslocar assim do nada e terem que lá ficar longe do seu canto a engolir as lágrimas… por não poderem estarem presentes. É duro e difícil de lidar.
Ver que em Portugal a vida continua. A vida muda um pouco para todos, mas muda completamente para eles. O direito à opinião e o direito de reclamar… Perde-se.
Tudo isso é sentido no momento de partida e principalmente na partida depois de uns dias férias aqui passados, pertos dos seus e nas suas raízes!
Não é fácil! Nunca é fácil! Mas vão vivendo dia após dia, tentado dar o seu melhor e mostrar que o povo português consegue chegar longe, mesmo longe do seu país. Mostrar que o povo português é bom trabalhador… E que por isso nos escolhem e nos acolhem!
Custa saber que passou um aniversário da mãe ou do pai, dos amigo, o natal, a Páscoa, o seu aniversário…
Ser emigrante, é uma prova à capacidade de resistência do ser humano. É doloroso deixar a nossa vida aqui e partir para o desconhecido, aguentando as saudades, a solidão, a falta do ombro amigo. É uma realidade complexa e diferente, quando deixam para trás toda uma construção, família, amigos, educação, vivências, cultura, locais especiais,… têm que realizar todo um processo de integração, adaptação e aceitação num país diferente. aprender uma nova língua, uma nova cultura e costumes diferentes da deles.
Que todos os emigrantes tenham os sonhos e os desejos realizados!

Filipe Miguel

Podem acompanhar tudo aqui:
https://filipemiguel.blog

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