U2 de volta a Portugal

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A nova digressão dos U2, a “Experience + Innocence Tour”, chega este fim de semana a Portugal, com a banda irlandesa a dar dois concertos na Altice Arena, em Lisboa, praticamente esgotados.
Os espetáculos de 16 e 17 de setembro assinalam a sexta vez que os U2 atuam em Portugal, oito anos depois de terem feito dois concertos lotados no Estádio Cidade de Coimbra, em outubro de 2010. Em 1982, tocaram no festival de Vilar de Mouros e em 1993, 1997 e 2005 atuaram no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

Os U2 convidarem Ana Moura para uma colaboração nos seus concertos, este domingo e segunda-feira, no Altice Arena, em Lisboa. A cantora dará voz ao movimento #womenoftheworldtakeover. Em todos os espectáculos da digressão é apresentado um vídeo, que promove a acção global Poverty is Sexist, da organização ONE, no combate às causas que mantêm mulheres dos países menos desenvolvidos numa condição de pobreza extrema. O vídeo mostra um coro a cantar Women of the World, de Ivor Cutler, canção popularizada por Jim O’Rourke. Será nessa ocasião que surgirá a participação especial de Ana Moura.

Fundada por Bono e outros activistas, a ONE é uma organização apartidária e sem financiamentos públicos cuja actividade passa pela pressão junto dos líderes políticos e pela realização de campanhas mundiais para a sensibilização de todos na necessidade de luta contra a injustiça e desigualdade, é descrito na nota de imprensa enviada às redacções. A organização conta com mais de 9 milhões de membros e a sua actividade é guiada, não pelo apelo a doações ou caridade, mas pelo pedido às pessoas para que se envolvam, usem a sua voz e se façam ouvir, individual e colectivamente.

A atual digressão começou em maio nos Estados Unidos, mas a etapa europeia só arrancou no início deste mês, num concerto atribulado em Berlim, interrompido por problemas vocais de Bono.
Se se mantiver o plano das datas mais recentes, os U2 deverão tocar mais de 20 canções na Altice Arena. O alinhamento deverá estar cenicamente dividido entre dois palcos, um com mais destaque visual e outro mais intimista.
Embora os dois registos mais recentes, “Songs of Innocence” (2014) e “Songs of Experience” (2017), sejam a razão de ser da digressão, deverá haver muito espaço para pegar no retrovisor e olhar para a carreira, que começou em 1976 em Dublin.
Os U2 chegam a Lisboa depois de quatro datas em Paris, onde tocaram temas como “Beautiful Day”, “Elevation”, “Sunday Bloody Sunday”, “I will follow” e “City of blinding lights”. Abriram com “The blackout” e fecharam com “13 (There is a light)”, ambos de “Songs of Experience”.
Os U2 integram Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr

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Estrada Nacional 2, a nossa Route 66

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Dizem ser a Route 66 lusa pois tal como a estrada americana, a Estrada Nacional 2 “rasga” o país de ponta a ponta. É uma aventura esta estrada património.
A Estrada Nacional 2. Há quem diga ser a Route 66 lusa, até porque, tal como a estrada americana, a EN-2 “rasga” o país de ponta a ponta. Siga numa aventura pela estrada património.
Quando alguém afirma que a Estrada Nacional 2 (EN-2) é a Route 66 de Portugal, há sempre outro alguém que depressa corrige: afinal, uma tem quase 4.000 kms e outra pouco mais de 700… Mas não é a extensão de ambas que as aproxima. Antes o facto “rasgarem” países a meio, percorrendo paisagens distintas e revelando verdadeiros segredos.

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E, tal como a Route 66, a EN-2 é uma viagem “per si”. Além disso, apesar dos incêndios que atingiram a zona mais central da estrada, e de se cruzar com áreas cujo verde desapareceu, a EN-2 continua a oferecer natureza sem fim.

Estrada Nacional 2: 700 kms de pura beleza
O quilómetro zero desta viagem está marcado em Chaves, cidade transmontana, bem pertinho da fronteira com Espanha, ainda com um pouco de costela mirandesa. Por terras de Trás-os-Montes são as montanhas que mais marcam a paisagem, e a estrada vai serpenteando por estas. Primeira paragem a não perder fica ainda no concelho: Vidago, onde é imperativa uma visita ao parque centenário homónimo.

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A viagem prossegue entre uma certa agrura da serra e montes verdejantes. Para quem gosta de conduzir com tranquilidade, esta é uma estrada a cumprir. No entanto, nem sempre as condições do asfalto se revelam as melhores, por isso, há que ter cuidado (tanto nesta região como até ao fim do percurso).

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A passagem por Vila Real também merece alguma atenção, mas o que é de tirar o fôlego são as paisagens de socalcos de vinhas que se seguem, pelo Alto Douro, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, até Peso da Régua. Além de que há tempo e espaço para alguma diversão, tirando partido das curvas e contracurvas.

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O país esculpido a pedra e granito vem a seguir, com passagens em Lamego, Viseu, Tondela, Santa Comba Dão… Até que se inicia outro país, ainda acidentado, mas mais verde, onde imperam vastas zonas arborizadas: Penacova, Vila Nova de Poiares, Vila Nova do Ceira, Góis.

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Por aqui também é de perder algum tempo e, se o tempo estiver quente, descobrir uma ou outra praia fluvial. Mas, se o convite a mergulhos for despropositado, por esta região também é possível ser surpreendido pelas muito bem conservadas aldeias do xisto (Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira e Pena).

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A partir de Góis e com Pedrógão Pequeno como destino, chega-nos a zona do Pinhal e das grandes albufeiras, como a do Cabril. Pelo caminho, voltam as curvas sinuosas e alguns troços em mau estado.

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E por aqui também há paragens obrigatórias: no alto da serra do Açor, de onde se tem uma visão impressionante (se for com tempo, na Portela do Vento, antes de cortar à direita pela EN-2, siga em frente e descubra outra aldeia emblemática: Fajão), ou junto à placa da Picha, aldeia do concelho de Pedrógão Grande (os nomes “estranhos” sucedem-se por isso tome atenção às placas).

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Até Pedrógão Pequeno ainda há outro ponto de beleza avassaladora ao cruzarmos o rio Zêzere pela Barragem do Cabril. Depois daqui, desviamos caminho em Vila de Rei, para registarmos a passagem no Centro Geodésico do país, que marca o local mais central em termos de coordenadas e de onde se tem uma visão extensa do coração do país.

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À medida que vamos avançando para sul, o verde denso, sobretudo da enorme mancha de pinhal e de eucaliptos que, mesmo depois dos fogos, continua a caracterizar a região, vai dando lugar a uma paisagem mais aberta. Para trás ficam as beiras; aguarda-nos o acolhedor Ribatejo, com paragem obrigatória em Abrantes.

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Depois, é cruzar o Tejo e prepararmo-nos para entrar em Ponte de Sor e, depois desta, para o dourado das planícies alentejanas e para o típico casario alvo, delineado a azul ou amarelo.
É difícil escolher sítios onde parar; todos parecem convidativos e em qualquer um há um petisco (esta também deve ser uma viagem gastronómica!) que faz brotar dois dedos de conversa.

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A estrada faz-se agora de retas a perder de vista, à medida que se cruza os distritos de Évora e de Beja. Neste distrito, destaque para o facto de a EN-2 cruzar a localidade de Castro Verde e, mais à frente, de Almodôvar.

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E é a partir daqui que a estrada se transforma em Património, classificação que data de 2003. Ao longo deste troço, de quase 60 quilómetros, até S. Brás de Alportel, tudo parece saído de um filme dos anos de 1930 – exceto que aqui não há lugar a preto e branco, mas antes a muita cor!

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Tudo ao longo deste traçado foi recuperado para que se sinta o valor histórico do caminho: a sinalização, as casas de cantoneiros, as áreas de descanso… É também aqui que acabamos como começámos: com as curvas e contracurvas da Serra do Caldeirão que tornam a viagem um pouco mais longa, mas também mais divertida.

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O quilómetro 737, já em Faro, e com o mar quase à vista, marca o fim da viagem.

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Chaves and around…

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Chaves entrou na órbita cristã medieval em finais do século IX, depois das invasões dos bárbaros no século V e dos Muçulmanos no século VIII que fizeram desaparecer progressivamente a importância do Império Romano e por tanto, da vila romana Aquae Flaviae (antigo nome de Chaves).

Na altura da reconquista Cristã, quando Afonso III, Rei de Leão e Castela conquistou Chaves, a vila precisava de ser reconstruída e o Rei confiou esta missão ao enigmático Conde Odoário, ao serviço dos reis asturianos, que fiz construiu o Castelo de Chaves e muralhas para defender a cidade.

Desde o século IX até ao século XIII, o Castelo de Chaves sofreu várias reconstruções e configurações. No principio com outras invasões muçulmanas, o Castelo desempenhou também um papel importante na organização e na defesa do reino de Portugal. O que resta da fortificação medieval e da Torre de Menagem tal como a conhecemos hoje, foi edificado no período gótico, possivelmente no século XIII pelo o reinado de Dom Afonso.

Não faltam as testemunhas da Idade Média quando a vila de Chaves estava rodeada de muralhas. As muralhas reprentava um espécie de rectângulo cujos limites eram na actual Rua do Postigo das Manas (leste), na Rua da Tulha (oeste), na Rua do Poço (sul) e na Rua do Bispo Idácio (norte). Havia uma Torre brasonada mais o menos na actual entrada da Rua Direita e outra torre mais o menos no actual Largo do Anjo.

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No interior das muralhas onde se encontram hoje o Bairro Medieval, a população alojava-se em pequenas casas, de vários pisos. As ruas eram estreitas, de que é exemplo a Rua Direita. Para rentabilizar o espaço intramuros, era habitual construírem-se varandas nos andares superiores, avançadas sobre a rua, em madeira de castanho ou de pinho. Todas estas casas estão ligadas umas aos outras pela uma porta que nos tempos medievais e de guerra, eram utilizadas pelos habitantes para fugir.

Com as suas casas estreitas e rústicas varandas, o Bairro Medieval de Chaves é um local único e é património protegido. Troços da muralha medieval que envolvia a cidade de Chaves ainda ficam visíveis em alguns lados, como o Postigo das Caldas (que fica nos Largo do Postigo), na Rua do Postigo das Manas (que liga a Rua Direita a Rua General Sousa Machado) e outro troço se encontra ao pé do jardim do Castelo.
Uma boa caminhada na nossa cidade nos dá a descobrir a Chaves medieval.

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A Vila medieval de Chaves durante o Reinado de D. Manuel I (1495-1521). Desenhos de Duarte d’Armas, extraidos do livro : “Crónica da Vila Velha de Chaves”, de Júlio Montalvão Machado / The medieval town of Chaves during the Reign of D. Manuel I (1495-1521). The drawings made by Duarte D’Armas, were scanned from the book “Crónica da Vila Velha de Chaves”, from the author Júlio Montalvão Machado.

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A vila medieval de Chaves até ao século XVII. Esta gravura foi extraida do livro: “Crónica da Vila Velha de Chaves”, de Júlio Montalvão Machado / The medieval town of Chaves until the 17th century. This print was extracted from the book “Crónica da Vila Velha de Chaves”, from the author Júlio Montalvão Machado.

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Portugal sagra-se campeão europeu de sub-19 pela 1ª vez após um jogo de loucos, impróprio para cardíacos.

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Este não é um blog sobre desporto, mas não podia deixar passar sem parabenizar estes guerreiros portugueses, estes futuros jogadores lusos.
Eles são a nova “fornada” do futuro da seleção nacional.
Obrigado a todos os que contribuíram para este efeito inédito.

Portugal sagrou-se campeão europeu pela primeira vez, ao vencer a Itália por 4-3 após prolongamento, num jogo louco. Na final no OmaSP Stadion, na Finlândia, a seleção lusa esteve a vencer por 2-0, com golos de Jota e Trincão mas permitiu a recuperação italiana em dois minutos, pelo suplente Moise Kean. No prolongamento marcaram-se mais dois golos, com Jota a bisar e Scamaca a empatar. Suplente Pedro Correia fez o golo histórico e deu o título a Portugal.

Percursos diferentes até a final. Portugal queria ‘vingança’ e história

Estas duas formações já se tinham defrontam na segunda ronda desta prova. Na altura os transalpinos venceram por 3-2, depois de atuarem mais de 80 minutos com mais um jogador, após expulsão do capitão Diogo Queiroz que nunca mais entrou no onze. A seleção lusa, que terminou em segundo do Grupo B, goleou a Ucrânia, por 5-0, nas meias-finais, depois de ter vencido a Noruega (3-1) e a Finlândia (3-0). Os italianos venceram a Finlândia (1-0) e empataram com a Noruega (1-1), depois do 3-2 a Portugal na fase de grupos. Nas ‘meias’, derrotou a seleção francesa por 2-0.

A Federação Portuguesa de Futebol optou por se apresentar no Torneio de Toulon, uma prova de sub-20, com esta seleção de sub-19, para dar mais competitividade a estes jovens. E pode-se dizer que a estratégia resultou, face a forma como Portugal se exibiu na fase final deste torneio.

Além da ambição lógica de vencer o torneio neste novo formato pela primeira vez, havia também um certo desejo de vingança, seleção que venceu Portugal na final deste torneio em 2003 (2-0). Nas anteriores finais, Portugal perdeu em 2014 (0-1 frente à Alemanha) e 2017 (1-2) frente a Inglaterra. Se tivermos em conta o anterior formato (sub-18) e este, Portugal apresenta-se como o país com maior número de finais perdidas – oito, em 1971, 1988, 1990, 1992, 1997, 2003, 2014 e 2017, as três últimas já com o atual modelo competitivo. Nos sub-18, sagrou-se campeão em 1961, 1994 e 1999.

Para este jogo no OmaSP Stadion, Hélio Sousa, selecionador luso, não pode contar com o guarda-redes Diogo Costa, que se lesionou na meia-final, tal como o médio Miguel Luís, lesionado no aquecimento. João Virgínia foi o guarda-redes, Nuno Nunes, também conhecido por Pina, foi o médio escolhido.

Determinado em levantar o ‘caneco’, os jovens lusos entraram a todo o gás e criaram várias situações de golo no sintético do OmaSP Stadion. João Filipe, conhecido por Jota, deu o primeiro sinal aos dois, Pina aos 11 e José Gomes aos 13 estiveram perto do golo. Aos 26 foi o defesa central David Carmo disparar uma ‘bomba’ de muito longe para uma defesa fantástica de Plizzari.

Os portugueses dominavam a partida, tinham o controle das operações e não deixaram os italianos crescer no jogo. Só aos 30 minutos apareceu o primeiro remate com perigo por parte de Frattesi mas João Virgínia, guarda-redes que atua no Arsenal, defendeu com a ponta dos dedos. O guarda-redes luso viria a brilhar novamente aos 41, a remate de Tonali.

Quando já se esperava pelo apito do espanhol Juan Martinez Munuera, um passe da direita encontrou o peito de Trincão que deixou a bola para Jota. O extremo do Benfica encheu o pé e atirou para o fundo da baliza, num lance em que o guarda-redes transalpino podia ter feito muito melhor.

E tudo Kean mudou

No início do segundo tempo o selecionador italiano trocou a técnica de Pinamonti pela velocidade de Moise Kean. Uma decisão que viria a revelar-se acertada.

Antes de Kean desatar a fazer estragos na baliza lusa, Portugal ameaçou o 2-0 por Trincão aos 58 e 59, e Jota aos 69. Mas Trincão marcaria mesmo, aos 72, na recarga a um remate de Jota que o guarda-redes italiano defendeu para a frente. Destaque para o passe fantástico de Quina.

Mas frente a um Itália, que é cínica dos sub-10 aos ‘sub-99’, era preciso manter-se vigilante, apertar na marcação e tentar marcar mais um golo para dar mais tranquilidade. Isso não aconteceu e Moise Kean tratou de castigar os lusos com dois golos quase iguais, aos 75 e 76 minutos: o primeiro num remate forte e colocado, após toque de calcanhar de Capone; o segundo num desvio na grande área após centro da direita.

Até ao final, o resultado não se alterou, com as duas equipas já com o prolongamento na cabeça.
Jota ainda tinha forças depois de receber ajuda do suplente Pedro Correia

Hélio Sousa, que já tinha lançado Mesaque Djú no lugar de José Gomes, antes dos 90, colocou em campo Pedro Correia no posto do cansado Trincão e Nuno Santos no lugar de Domingo Quina. Portugal ganhava frescura na frente e no meio, mantendo a defesa sem alterações.

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O maravilhoso hotel-biblioteca português que reúne mais de 50 mil livros

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Esquecer de levar um livro para ler durante a viagem não será um problema se você ficar hospedado no The Literaty Man, em Óbidos, Portugal. O hotel é praticamente uma enorme biblioteca, com mais de 50 mil títulos espalhados em todos os ambientes.

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A localização também é perfeita para amantes da literatura. A cidade sedia um dos maiores festivais literários de língua portuguesa do mundo, o Festival Literário Internacional de Óbidos (FOLIO). Este ano, o evento acontece entre os dias 27 de Setembro a 7 de Outubro.

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Ao se hospedar no hotel, os hóspedes podem selecionar qualquer livro para ler – há desde obras raras até títulos contemporâneos, em diversas línguas. Se não conseguir terminar a obra antes do fim da viagem, não tem problema: a maior parte dos livros também está à venda. Apesar disso, muitos visitantes preferem aumentar a coleção do que levar uma obra para casa.

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Ao Daily Mail, os representantes do hotel contaram que as doações são bastante comuns no espaço, fazendo com que o número de livros continue sempre aumentando. A experiência de ficar hospedado em um local que respira literatura custa a partir de € 90, com café da manhã incluído. Saiba mais no site do hotel.

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Festival Leiria Dancefloor quer ser o próximo Tomorrowland português

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Nicky Romero e Blasterjaxx são cabeças de cartaz da quarta edição do festival, desde o ano passado dedicado à música eletrónica, depois de ter começado com nomes mais populares, para atrair a comunidade emigrante que regressa de férias a Portugal no verão.
Contudo, a concorrência de “muitas câmaras e aldeias que fazem festas gratuitas” dificultou o sucesso do Dancefloor e, em 2017, a organização decidiu mudar o conceito do festival, redirecionando-o para outro público.
“Em Leiria não havia nada à volta dedicado à música eletrónica. Analisei o que se fazia em termos mundiais e europeus e pensei: e se fizéssemos aqui neste estádio o Tomorrowland português? Não vai ser este ano, mas estamos a dar os passos para encher este espaço”, afirma Tiago Martins, da 2M Event, referindo-se ao festival belga, referência da música de dança.
A produtora percebeu que “a música eletrónica puxa e traz muita gente”, não só de Portugal, “onde o mercado é muito forte”, mas também “de Inglaterra, Holanda, França, Espanha… O evento está a ganhar importância e a criar uma dinâmica muito forte”, sublinha o organizador.
Durante dois dias, o Dancefloor quer transformar o Estádio Municipal de Leiria na “maior pista de dança do país”, com especial enfoque no ‘hardstyle’, “o futuro da música eletrónica”, e um cartaz “diferente de outros festivais”.
O Dancefloor Leiria começa no dia 27 de julho, com Nicky Romero como cabeça de cartaz. O programa integra ainda Vinai, Will Sparks, Zatox, Noisecontrollers, Kevu e Vendark.
Blasterjaxx é o destaque do segundo dia, 28 de julho, que também contará com Borgore, Carnage, Tujamo, New_ID e Audiotricz.
Pode ver o cartaz aqui: Leiria Dancefloor

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Ciclistas vão “conquistar” as 12 Aldeias Históricas numa aventura sem igual em Portugal

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As bicicletas já estão a postos e as inscrições abertas para mais uma edição da grande aventura The Castles Quest. Um evento único, em Portugal, que leva os participantes a conhecer as 12 Aldeias Históricas de Portugal.

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De 15 de setembro a 23 de setembro de 2018, os “cavaleiros” vão voltar a lançar-se à conquista de aldeias, castelos e fortalezas, depois do grande sucesso que constituiu a edição do ano passado. Em vez de cavalos, as montadas são bicicletas BTT, o que torna o The Castles Quest um desafio particularmente estimulante e que perdura na memória dos participantes.

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Esta é uma aventura efetuada em total autossuficiência, que pode ser vivida a solo, ou em equipas de dois ou de quatro elementos. O participante está por sua conta e risco, numa filosofia de bikepacking. O desafio é percorrer centenas de quilómetros, com total autonomia, em locais de elevado interesse histórico, como são os territórios onde estão inseridas as Aldeias Históricas de Portugal. A resistência e o sentido de orientação dos ciclistas irão ser postos à prova.

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O The Castles Quest não é uma competição, uma vez que não há classificações nem pontuações, nem há vencedores ou derrotados. No entanto, a missão tem de ser terminada num limite máximo de tempo.

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O desafio pode ser realizado em duas modalidades: uma aventura de oito dias, que começa às 14h30 do dia 15 de setembro e que tem como limite o final do dia 23 de setembro; e uma aventura mais curta, de dois dias, entre 22 e 23 de setembro.

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Na aventura de oito dias, o percurso a realizar segue a GR22 – Grande Rota das Aldeias Históricas. O percurso circular, de 600 quilómetros, começa e termina na Aldeia Histórica de Linhares da Beira e a missão dos participantes será “conquistar” as 12 Aldeias Históricas de Portugal – Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. Os ciclistas subirão um total acumulado de 13.398 metros.

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Os participantes da aventura de dois dias irão também pedalar pela GR22, durante 329 quilómetros. A partida e a chegada serão igualmente em Linhares da Beira.

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Os participantes que conseguirem completar a missão, conquistando todas as tão desejadas Aldeias Históricas de Portugal, serão nomeados nobres “cavaleiros” do The Castles Quest, título certificado exclusivamente pelas Aldeias Históricas de Portugal, entidade promotora da iniciativa.

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As diferentes possibilidades de dormida, refeição e serviços complementares serão disponibilizadas antecipadamente aos participantes, através do Adventure Guide. E, apesar de a aventura ter como conceito-base a autossuficiência, a organização assegura a assistência de segurança e técnica, sempre que for solicitada pelos participantes.

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De salientar também que, além do desafio e da aventura, o The Castles Quest apresenta uma componente histórica extremamente rica – até porque os territórios atravessados oferecem uma monumentalidade sem igual. Nesse sentido, a organização irá surpreender os participantes com momentos inesperados, de forma a tornar este desafio verdadeiramente inesquecível.

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As inscrições estão abertas e podem ser feitas no website da iniciativa, em www.thecastlesquest.bike

Esta é uma iniciativa das Aldeias Históricas de Portugal, apoiada pelo Centro 2020, Portugal 2020 e Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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